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Europa regista níveis recordes de sífilis e gonorreia, alerta agência de saúde

IST bacterianas na Europa atingem máximos históricos em 2024, com gonorreia a 106.331 casos e sífilis a 45.577; sífilis congénita também em ascensão

Sífilis e gonorreia atingem máximos históricos na Europa
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  • IST bacterianas na Europa atingem níveis recorde em 2024, segundo o Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC).
  • Gonorreia soma 106.331 casos em 2024 (+303% desde 2015); sífilis totaliza 45.577 casos (+20% ou mais desde há várias décadas); clamídia continua mais frequente, com 213.443 casos.
  • Taxa de gonorreia em 2024 é a mais alta desde 2009; aumento de 4,3% entre 2023 e 2024, com maior incidência entre homens de 25 a 34 anos e mais de metade dos casos em homens que têm sexo com homens.
  • Sífilis congénita aumenta, atingindo o nível mais alto desde 2009; Bulgária lidera com 195 casos entre 2015 e 2024, seguida de Portugal (96) e Hungria (91); OMS aponta meta de menos de 1 caso por 100 mil nados-vivos até 2030.
  • Fatores apontados incluem alterações nos comportamentos sexuais e redução do uso de preservativo; o aumento do rastreio e de testes pode explicar parte das cifras, e alguns países já ajustaram políticas de testagem e acesso a testes, com mais dados ainda necessários.

A sífilis e a gonorreia atingiram níveis sem precedentes na Europa em 2024, de acordo com o Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC). As infeções sexualmente transmissíveis de origem bacteriana têm vindo a subir na região ao longo de a última década, com as notificações a alcançarem picos históricos este ano. O responsável pela unidade do ECDC que acompanha estas infeções aponta que, sem tratamento, podem surgir complicações graves, incluindo dor crónica, infertilidade e, no caso da sífilis, problemas cardíacos ou neurológicos.

Os dados divulgados indicam crescimentos significativos em várias IST, refletindo uma transmissão sustentada em vários países. Entre as principais indicações, destacam-se 106 331 casos de gonorreia, um aumento de 303% desde 2015, e 45 577 casos de sífilis, que mais do que duplicaram no mesmo período. A clamídia continua a ser a IST mais comum, com 213 443 casos reportados, segundo o relatório do ECDC.

Entre 2023 e 2024, a taxa de notificação de gonorreia atingiu o valor mais alto desde que o ECDC iniciou a vigilância, em 2009. A infecção, provocada pela Neisseria gonorrhoeae, pode ser assintomática, o que favorece atrasos no diagnóstico e a transmissão. Em 2024, o aumento global foi de 4,3%, com os homens apresentando um crescimento de 7,9% e o grupo dos 25 aos 34 anos com as taxas mais elevadas. Em mais da metade dos casos, as pessoas eram homens que fazem sexo com homens.

Entre as mulheres, a taxa global de gonorreia diminuiu 8,6% em 2024. O grupo etário com maior número de casos foi o dos 20 aos 24 anos. O ECDC salienta a preocupação com o aumento de gonorreia entre mulheres em idade fértil, devido ao risco de complicações no aparelho reprodutor. Os países com as maiores taxas no ano foram Irlanda, Malta, Islândia, Luxemburgo, Dinamarca e Espanha.

Subida da sífilis congénita e ações recomendadas

Foi também observado um forte aumento da sífilis congénita, com o número de casos a atingir o valor mais alto desde 2009 e quase a duplicar face a 2023. A sífilis congénita ocorre quando a infecção passa da grávida ao feto. O risco é mais elevado em gestantes com sífilis recente não tratada.

Entre 2015 e 2024, a Bulgária registou o maior número de casos (195), seguida de Portugal (96) e Hungria (91). O relatório recorda que a sífilis congénita é evitável e destaca metas da OMS para 2030, visando eliminar menos de um caso por 100 mil nados-vivos na região europeia. Reforçar a prevenção entre populações heterossexuais, ampliar programas de rastreio e considerar a repetição universal do teste no terceiro trimestre de gravidez são algumas das recomendações do ECDC.

As causas do aumento incluem alterações nos comportamentos sexuais, com menor uso de preservativos e, por vezes, maior número de parceiros, sobretudo entre os jovens. A melhoria no rastreio e na notificação também contribui para os números mais elevados. Em resposta, alguns países ajustaram políticas de testagem e facilitaram o acesso a exames gratuitos e à auto-coleta de amostras, conclui o relatório do ECDC.

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