- Autoridades francesas abriram um inquérito judicial pelo abandono de duas crianças francesas encontradas sozinhas numa estrada perto de Alcácer do Sal.
- Os dois rapazes têm três e cinco anos e foram encontrados por populares na Estrada Nacional 253.
- A mãe, de 41 anos, está desaparecida e a ser procurada; o pai compareceu voluntariamente à polícia para apresentar queixa por rapto de menores.
- Em França, o paradeiro da mãe foi alvo de várias pesquisas entre sul de França, Espanha e Portugal, sem sucesso até ao momento.
- Em Portugal, a Polícia Judiciária assumiu as investigações, com possível suspeita de rapto internacional; as crianças estavam em acolhimento familiar, não entregues à embaixada de França.
Dois menores franceses, de 3 e 5 anos, foram encontrados sozinhos numa estrada perto de Alcácer do Sal, em Portugal. As autoridades francesas abriram esta quinta-feira um inquérito judicial por abandono. A notícia foi confirmada à AFP pelo procurador Jean Richert.
Os rapazes foram localizados por populares na Estrada Nacional 253, que liga Alcácer do Sal à zona de praias da Comporta. A mãe, de 41 anos, encontra-se desaparecida desde o início de maio e está a ser procurada. O pai, separado da mãe, apresentou queixa por rapto de menores.
A situação da mãe foi comunicada ao longo do mês de maio pelas autoridades francesas. O procurador explicou que houve várias tentativas de localizar a mulher, com passos em França, Espanha e Portugal, sem sucesso até ao momento. O caso passou a constar como possível rapto internacional.
Investigações em França
Em França, o inquérito confirma-se e o procurador manteve contacto com a imprensa para indicar os contornos do desaparecimento. A linha seguida é a de apurar as circunstâncias do abandono e possível rapto.
Intervenção em Portugal
Em território português, a Polícia Judiciária assumiu as investigações ao final da manhã de hoje, por determinação do Ministério Público de Grândola. A PJ está a diligenciar para confirmar a eventual natureza internacional do caso.
O Conselho Superior de Magistratura revelou que as crianças não foram entregues à embaixada de França. A embaixada foi apenas contactada para obtenção de informações, e a medida judicial foi o acolhimento familiar. As informações foram divulgadas pela comarca de Setúbal.
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