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Centro público de fertilidade de Almada ajudou a nascer 1.800 crianças em 15 anos

Centro público de fertilidade em Almada celebra quinze anos com mais de 1.800 crianças nascidas e três mil trezentas famílias assistidas, ampliando o acesso no sul do país

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  • Nos últimos 15 anos, o Centro de Infertilidade e Reprodução Medicamente Assistida (CIRMA), hoje CRI Fertilidade, em Almada, já ajudou a nascer mais de 1.800 bebés e apoiou mais de 3.390 famílias.
  • O CRI Fertilidade é o único centro público a sul do Tejo autorizado a ministrar técnicas de procriação medicamente assistida (PMA).
  • A maioria das famílias atendidas vem da Península de Setúbal (55%), seguida do Alentejo e Algarve (35%) e, por fim, da grande Lisboa, Ribatejo e outras regiões (10%).
  • O centro realiza tratamentos de primeira linha (inseminação intrauterina) e de segunda linha (fertilização in vitro e ICSI), tendo já efetuado mais de quatro mil FIV/ICSI, cerca de 3.500 transferências de embriões criopreservados e aproximadamente 1.720 IIU.
  • Em julho de 2024 mudou de CIRMA para CRI Fertilidade, aumentando o acesso e a rapidez de respostas; nos primeiros três meses deste ano houve 471 primeiras consultas, 74% acima de 2024, com redução do tempo de espera e duplicação de tratamentos de segunda linha para 136.

O Centro de Infertilidade e Reprodução Medicamente Assistida (CIRMA) da Unidade Local de Saúde de Almada-Seixal (ULSAS) completou 15 anos, tendo já ajudado a nascer mais de 1.800 crianças com técnicas de PMA. O centro, único público no sul de Portugal, atende famílias de diversas regiões, com uma taxa de gravidez por transferência embrionária acima de 40%.

Ao longo dos 15 anos, o CIRMA já realizou mais de 4.000 FIV e ICSI e mais de 3.500 transferências de embriões criopreservados. Foram ainda realizadas cerca de 1.720 inseminações intrauterinas (IIU), apoiando milhares de consultas e intervenções cirúrgicas. A maior parte dos utentes vem da Península de Setúbal, Alentejo e Algarve, com contributo de outros distritos.

Desde a mudança para Centro de Responsabilidade Integrado Fertilidade (CRI Fertilidade) em julho de 2024, o acesso a tratamentos ganhou velocidade, reduzindo tempos de espera para consultas. Nos primeiros três meses deste ano, registaram-se 471 primeiras consultas, mais 74% que igual período de 2024.

Acesso e impacte regional

A redesignação como CRI Fertilidade trouxe melhoria no tempo de resposta. A unidade reporta redução do tempo de espera para a primeira consulta para perto de metade e crecimiento nos tratamentos de 2.ª linha, que quase duplicaram face a 2024.

O CRI Fertilidade funciona com uma equipa multidisciplinar, incluindo médicos especialistas, embriologistas, enfermeiras, assistentes técnicas e administradora hospitalar. Colaboram ainda psicóloga, endocrinologistas, geneticista, e especialistas de anestesiologia e urologia.

A visão da administração é a continuidade de melhorias no acesso a PMA. A direção da ULSAS sublinha que o CRI contribuiu para uma maior eficácia e humanização dos cuidados, reforçando a oferta de apoio a famílias que desejam engravidar.

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