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Airbus e Air France condenadas por homicídio negligente no acidente 2009 Rio-Paris

Tribunal de Recurso de Paris condena Air France e Airbus por homicídio negligente no acidente de 2009 entre o Rio e Paris; multa de até 225 mil euros

O voo que ligava o Rio de Janeiro a Paris despenhou-se no oceano Atlântico, poucas horas após a descolagem, matando 216 passageiros e 12 tripulantes
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  • O Tribunal de Recurso de Paris condenou a Air France e a Airbus por homicídio negligente no acidente de 2009 entre o Rio de Janeiro e Paris, declarando-as “únicas e inteiramente responsáveis” pela queda.
  • Ambas as empresas foram condenadas a pagar uma multa no valor máximo de 225 mil euros, num veredito essencialmente simbólico.
  • A Air France foi considerada culpada de não treinar os pilotos para situações com gelo nas sondas Pitot e de não fornecer informações suficientes às tripulações.
  • A Airbus foi acusada de subestimar a gravidade das falhas nas sondas de velocidade e de não informar de forma urgente as companhias equipadas com as mesmas.
  • O acidente ocorreu a 1 de junho de 2009, o voo AF447 despenhou-se no oceano Atlântico poucas horas após a descolagem, causando a morte de 216 passageiros e 12 tripulantes; as caixas negras indicaram congelamento das sondas Pitot na zona de calmaria equatorial.

O Tribunal de Recurso de Paris condenou a Air France e a Airbus por homicídio negligente no acidente de 2009 entre o Rio de Janeiro e Paris. As empresas foram consideradas únicas e inteiramente responsáveis pela queda do avião.

A Air France e a Airbus receberam multa até ao valor máximo de 225 mil euros. O acidente vitimou 228 pessoas, sendo o mais mortífero da aviação francesa até hoje. A condenação é essencialmente simbólica.

A Air France foi responsável por falhas na formação de pilotos para cenários com gelo nas sondas Pitot e pela carência de informações para as tripulações; a Airbus foi acusada de subestimar falhas nas sondas de velocidade e de falhar em informar rapidamente outras companhias. Ambas negam.

No julgamento de primeira instância, em 2023, as duas partes foram absolvidas, reconhecendo apenas responsabilidade civil, sem estabelecer nexo de causalidade definitivo. O recurso, apresentado pela acusação, levou à condenação atual.

O voo 447 partiu do Rio de Janeiro em 1 de junho de 2009 e caiu no Atlântico a meio da noite, poucos horas após a descolagem. Estavam a bordo 216 passageiros e 12 tripulantes de 33 nacionalidades, incluindo 72 franceses e 58 brasileiros.

As caixas negras indicam que o congelamento das sondas Pitot ocorreu durante a passagem pela zona de calmaria equatorial, conhecida como Doldrums, o que contribuiu para dificuldades de navegação e controle da aeronave.

Contexto da decisão

A acusação descreve falhas distintas em cada empresa que, segundo o tribunal, contribuíram para o acidente. No entanto, as partes mantêm a posição de que não houve responsabilidade criminal por parte das empresas.

Desdobramentos futuros

A decisão atual não encerra o caso; o veredito pode abrir caminhos para eventuais recursos adicionais ou para a definição de responsabilidades civis. A Air France e a Airbus permanecem sob escrutínio judicial.

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