- Air France e Airbus foram consideradas únicas e inteiramente responsáveis pelo acidente do voo AF447, que causou 228 mortos.
- O Tribunal de Recurso de Paris, em 21 de maio, seguiu as alegações do Ministério Público, apesar de a Air France e a Airbus terem sido absolvidas em primeira instância; as empresas foram condenadas à multa máxima de 225 mil euros.
- O acidente ocorreu a um de junho de 2009, quando o voo ligando o Rio de Janeiro a Paris se despenhou no Atlântico, horas após a descolagem.
- As investigações concluíram que o ponto de partida foi o congelamento das sondas Pitot, num ambiente meteorológico difícil na Zona de Convergência Intertropical, perto do equador; 216 passageiros e 12 tripulantes morreram.
- A Air France e a Airbus defenderam-se de responsabilidade penal, apontando falhas de formação e de comunicação com as tripulações, bem como más decisões dos pilotos em situação de emergência.
O Tribunal de Recurso de Paris considerou a Air France e a Airbus única e inteiramente responsáveis pelo acidente do voo AF447, que liga o Rio de Janeiro a Paris e causou 228 mortos em 2009. A decisão foi anunciada na quinta-feira, 21 de maio, seguindo o Ministério Público.
As companhias, em qualidade de pessoas coletivas, foram condenadas à pena máxima de multa de 225.000 euros. A Air France e a Airbus tinham sido absolvidas em primeira instância, surgindo agora a responsabilidade penal em segunda instância.
O acidente ocorreu a 1 de junho de 2009, quando o voo AF447 se despenhou no Atlântico, durante a noite, horas depois da descolagem. As investigações indicaram que o problema começou com o congelamento das sondas Pitot, num trecho de tempo meteorológico complicado junto à Zona de Convergência Intertropical.
- Oito anos de investigação após o sinistro, o que levou o tribunal a confirmar que as falhas humanas contribuíram para a tragédia. No avião A330 viajavam 216 passageiros e 12 tripulantes, com origem em diversas nacionalidades, incluindo 72 franceses e 58 brasileiros.
Contexto do acidente
O Ministério Público acusou a Airbus de subestimar a gravidade das falhas das sondas Pitot e de não informar devidamente as tripulações sobre as consequências do congelamento. Também imputou à Air France falhas de formação em procedimentos de emergência relacionados com as falhas das sondas.
Desdobramentos legais
Segundo o veredito, as falhas de informação às tripulações e a formação inadequada contribuíram para não reagirem adequadamente à situação. A decisão mantém a responsabilidade civil das empresas por este acidente. As investigações destacaram a necessidade de melhorias de segurança na aviação.
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