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Tempestades criaram terreno fértil para fogos; Portugal enfrenta verão difícil

Incêndios de 2025, o pior da UE, com megaincêndios e combustível acumulado, levam Governo a reforçar meios e apelar à limpeza de matas

Bombeiros trabalham para extinguir um incêndio nos arredores de Sever do Vouga, Portugal, 18 de setembro de 2024
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  • 2025 registou 999 fogos de superfície e 284.012 hectares ardidos em Portugal, tornando-se o segundo pior ano da última década na União Europeia.
  • Especialistas apontam um agravamento devido a megaincêndios, ondas de calor e verões longos, com o início de 2026 marcado por tempestades que espalham combustível seco e aceleram as chamas.
  • O Governo criou o Comando Integrado de Prevenção e Operações (CIPO) para desobstruir passagens e melhorar acessos, mobilizando diversas entidades e zonas do país.
  • Em Marinha Grande, já foram desobstruídos 154,22 quilómetros de rede viária florestal, com meta ajustada para 178,31 quilómetros devido à intervenção crescente.
  • O plano para 2026 prevê maior uso de retardante, mais meios aéreos, equipas de reconhecimento por região e expansão de grupos de ataque, no âmbito do Dispositivo Especial de Combate aos Incêndios Rurais (DECIR), com treino operacional para testar a coordenação.

O ano de 2025 registou a maior época de incêndios já atravessada pela União Europeia, com Portugal entre os países mais afetados. As tempestades anteriores deixaram solo carregado de material combustível e secas profundas facilitaram o começo das chamas.

Dados oficiais indicam 999 fogos em solo nacional, que consumiram 284 012 hectares. A área ardida duplicou face a 2024, tornando 2025 o segundo pior da última década, atrás de 2017.

As condições climáticas extremas, associadas a ondas de calor, favoreceram megaincêndios. Em 2026, o cenário agrava-se com tempestades no início do ano que espalham vegetação e aumentam o risco de ignições rápidas.

Núcleos de risco e desobstrução de vias

As rajadas de vento arrancaram copas e derrubaram árvores, espalhando folhas secas que aceleram o fogo. Além disso, existe material lenhoso acumulado que aumenta a força dos incêndios.

Na Marinha Grande, desbastam-se caminhos florestais desde março. A operação envolve várias entidades, com 154,22 km já desobstruídos e um novo objetivo de 178,31 km. A intervenção visa facilitar acções de socorro e acesso a comunidades.

Paralelamente, a Câmara aponta danos numa rede viária florestal de cerca de 289 km, com foco na ligação entre caminhos e áreas industriais para reforçar a segurança.

Preparação e meios do dispositivo de combate

O governo antecipa um verão particularmente exigente, com reforço de retardante em cinco centros aéreos, para aumentar o sucesso no ataque inicial aos fogos. A estratégia inclui equipas de reconhecimento em várias sub-regiões.

O Dispositivo Especial de Combate aos Incêndios Rurais (DECIR) para 2026 prevê aumento de meios e de grupos de ataque ampliado, com 15 149 operacionais, 3 463 veículos terrestres e 81 aeronaves na fase Delta (julho-setembro).

Um reforço inicial já está no terreno desde a última sexta-feira, com 11 955 operacionais em 2 031 equipas, apoiados por 2 599 viaturas e 37 meios aéreos. O planeamento está sujeito a ajustes conforme avaliações contínuas.

Cooperação e responsabilidade local

O ministro da Administração Interna tem apelado à limpeza de áreas junto às habitações para reduzir combustível disponível. A cooperação entre Proteção Civil, forças de segurança, autarquias e Forças Armadas tem sido central no CIPO, para melhorar acessos e desobstrução.

Autarcas destacam a necessidade de recuperar ligações entre caminhos florestais e zonas urbanas próximas, clarificando responsabilidades e priorizando áreas com maior risco.

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