- Xi Jinping elogiou os laços “inabaláveis” entre China e Rússia durante a reunião com Vladimir Putin, em Pequim, dias após a visita de Donald Trump à China.
- Putin aparece enfraquecido pela guerra na Ucrânia, com menores receitas energéticas e maior dependência da China como principal comprador de petróleo russo.
- Analistas destacam a possibilidade de acelerar o gasoduto Power of Siberia 2, que liga Rússia à China via Mongólia, como alternativa ao petróleo bruto importado pelo Médio Oriente.
- Os líderes prorrogam o acordo de cooperação amigável e afirmam que as relações são “estruturalmente mais fortes e estáveis” do que as China-EUA.
- No Médio Oriente, a China quer fim rápido do conflito no Irão e mantém interesse na liberdade de navegação pelas principais vias marítimas, como o Estreito de Ormuz.
O presidente chinês, Xi Jinping, elogiou hoje os laços inabaláveis entre China e Rússia durante as conversações com Vladimir Putin, em Pequim. Os dois líderes reforçaram a aliança dias após a visita de Donald Trump à China, em meio a contextos diplomáticos distintos.
Putin encontra-se em Pequim para consolidar uma relação que tem vindo a crescer desde a invasão da Ucrânia. Analistas destacam que as sanções ocidentais fragilizam Moscovo, aumentando a dependência energética da Rússia em relação à China, seu principal comprador.
A reunião aconteceu no Grande Salão do Povo, onde Xi afirmou que a cooperação entre os dois países é de confiança política e coordenação estratégica. Putin, por seu lado, referiu um nível de relação “sem precedentes”, mesmo diante de fatores externos.
Relações estratégicas
Xi descreveu a associação China-Rússia como resiliente e mais estável do que as ligadas à China com os Estados Unidos. A conversa também abordou a cooperação no setor energético, com foco na oferta de energia russa à China como alternativa aos fluxos do Médio Oriente.
Perspetivas regionais e comerciais
Especialistas indicam que Putin pode aproveitar a visita para promover o gasoduto Power of Siberia 2, ligando a Rússia à China através da Mongólia, como caminho terrestre para energia. A China quer evitar novas hostilidades no Médio Oriente e defender a liberdade de navegação.
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