- Uma menina de seis anos avisou os pais de que o auxiliar de ação educativa, de 24 anos, abusou de crianças numa creche em Marvila, Lisboa.
- A Polícia Judiciária investiga se existem mais vítimas; já são quatro crianças entre quatro e seis anos afetadas, com possível aumento do número de casos.
- O auxiliar está em prisão preventiva e era responsável por tomar conta das crianças na altura da sesta; esteve a estagiar na escola há cerca de dois anos.
- A denúncia partiu da escola, após alerta de uma criança instruída pelos pais; a PJ ouviu as crianças para confirmar a veracidade dos relatos.
- A PJ tem promovido campanhas de sensibilização nas escolas sobre prevenção de abusos; ressalta a importância de pais e educadores acompanharem próximo quem está sob cuidado.
A Polícia Judiciária (PJ) investiga um auxiliar de ação educativa de 24 anos, que está em prisão preventiva, por alegados abusos a quatro crianças entre quatro e seis anos numa creche em Marvila, Lisboa. A denúncia partiu de uma menina de seis anos e levou a direção da instituição a contactar a PJ. Os factos teriam ocorrido entre abril e maio deste ano.
A PJ assegura não haver dúvidas sobre a culpabilidade do suspeito, mas admite a possibilidade de existirem mais vítimas. A investigação centrou-se na audição de várias crianças e na verificação da consistência das denúncias apresentadas pela escola.
O diretor da Directoria de Lisboa e Vale do Tejo da PJ explicou que a denúncia partiu da escola após chamada dos pais da criança envolvida. A instituição não detetou sinais de negligência, e a investigação analisa se o crime ocorreu desde o início ou se houve evoluções recentes.
A visita de inspectores às crianças e a cruzamento de provas estão a ocorrer para estabelecer o quadro situacional. A PJ sublinha a importância da sensibilização em ambiente escolar, com campanhas de prevenção dirigidas a professores, auxiliares e familiares.
Especialistas destacam sinais de alerta como mudanças de comportamento, isolamento ou agressividade. As autoridades recomendam conversar com as crianças de forma cuidadosa e acompanhar de perto quem está sob guarda, para identificar indícios precoces de abuso.
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