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Homem Peixe nada no Amazonas há 200 dias em protesto contra a praga do plástico

Atleta colombiano nada no Amazonas há mais de 200 dias para alertar para a poluição por plásticos, após mais de cinco mil quilómetros rumo a Belém

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  • Wilber Honorio Muñoz, colombiano conhecido como “Homem peixe” ou “Super H”, nada há mais de duzentos dias no rio Amazonas como forma de alerta contra a contaminação por plásticos; partiu da nascente, em Cusco, Peru, em outubro, chegou a Manaus e visa Belém do Pará dentro de cerca de dois meses.
  • A travessia, batizada de “Amazonas a pulmón” (Amazonas no pulmão), é financiada por donativos e acompanhada por uma equipa de voluntários numa pequena embarcação, com o objetivo de chamar a atenção para a poluição plástica.
  • Muñoz nada entre quatro e dez horas por dia, sempre com luz, fazendo uma breve pausa a cada hora para se alimentar com ovos, carne e água de coco; à noite dorme em comunidades ribeirinhas que o acolhem.
  • Vídeos no Instagram mostram o ritual diário junto aos cais, onde se vê o rio e a presença de plástico por todo o lado.
  • Um estudo da Fundação Oswaldo Cruz, publicado em setembro, aponta o Amazonas como o segundo rio mais contaminado por plásticos, contribuindo com cerca de 10% do que chega aos oceanos.

Wilber Honorio Muñoz, mergulhador colombiano e triatleta, está a nadar no Amazonas há mais de 200 dias como alerta contra a contaminação por plásticos no maior rio do mundo. Partiu da nascente, em Cusco, Peru, em outubro, chegando a Tabatinga, na fronteira com Peru e Colômbia. O destino final é Belém do Pará, com previsão de chegada em cerca de dois meses.

A travessia, designada Amazonas a pulmón, já percorreu mais de 5 mil quilómetros e chegou a Manaus na semana passada. A equipa que o acompanha, com voluntários e uma pequena embarcação, financia a viagem através de donativos.

Contexto ambiental e percalços

Um estudo da Ficruz, divulgado em setembro, aponta o Amazonas como o segundo rio mais contaminado por plásticos, responsabilizando cerca de 10% do plástico que chega aos oceanos. Muñoz afirma nadar pelo centro do rio, onde a corrente é mais rápida, evitando jacarés que habitam as margens.

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