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Filha de Maradona diz que médico do pai quis internamento domiciliário

A filha de Maradona afirma que o médico insistiu no internamento domiciliário que acabou por culminar na morte do astro, no julgamento

Maradona morreu a 25 de novembro de 2020
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  • Jana Maradona, filha de Diego Armando Maradona, afirmou em tribunal que o médico pessoal terá insistido numa internação domiciliária que acabou por contribuir para a morte do astro, em 25 de novembro de 2020, após cirurgia para tratar hematoma subdural em 3 de novembro de 2020.
  • O principal acusado, o neurocirurgião Leopoldo Luque, alegou que a casa deveria funcionar como clínica de reabilitação, com a Swiss Medical à disposição do pai.
  • O julgamento avalia a responsabilidade da equipa médica na internação em casa, em Tigre, próxima de San Isidro, que resultou na morte de Maradona aos 60 anos por edema pulmonar e paragem cardiorrespiratória.
  • Atas de testemunhas descreveram a residência como suja e mal equipada para cuidados médicos; o psicólogo Carlos Díaz indicou declínio do estado de espírito do jogador, associando-o a transtornos de saúde mental.
  • Além de Luque e Díaz, outros cinco profissionais são acusados de homicídio por dolo eventual, com penas potencialmente até 25 anos; uma oitava acusada será julgada separadamente.

Uma filha de Diego Armando Maradona alegou, nesta terça-feira, que o médico pessoal insistiu num internamento domiciliário que acabou por facilitar a morte do astro em 2020. O depoimento ocorreu durante o julgamento contra a equipa médica que o acompanhou nos últimos dias de vida.

Jana Maradona, de 30 anos, descreveu uma conversa com o neurocirurgião Leopoldo Luque, na qual ficou decidido que a recuperação ocorreria numa residência privada. A opção visava um ambiente mais acolhedor do que uma clínica de reabilitação.

Segundo a filha, Luque argumentou que Maradona não aceitaria ser internado numa clínica, apresentando a Swiss Medical como fornecedora de cuidados médicos integrais. O objetivo era manter o tratamento sob supervisão próxima em casa.

O julgamento, iniciado em abril, analisa a responsabilidade da equipa médica durante a internação domiciliária que terminou na morte de Maradona, em 25 de novembro de 2020, aos 60 anos, por edema pulmonar e paragem cardiorrespiratória.

O processo avalia as condições e a opção pelo internamento em casa, defendida por Luque, em contraste com a alternativa de uma clínica de reabilitação indicada pela equipa da clínica que realizou a cirurgia de neurocirurgia.

Pelo menos uma dúzia de testemunhas descreveu a residência em Tigre, junto a San Isidro, como inadequada para prestar cuidados médicos adequados ao paciente.

O psicólogo Carlos Díaz indicou que a pandemia contribuiu para um declínio no estado de espírito de Maradona, que terá apresentado histórico de transtorno bipolar, traços de narcisismo e dependência de álcool e psicotrópicos.

Além de Luque e Díaz, mais cinco profissionais de saúde respondem a acusações de homicídio por dolo eventual, com possibilidade de até 25 anos de prisão. Uma oitava acusada será julgada separadamente.

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