- Foram recuperados os dois últimos corpos dos mergulhadores italianos que morreram num acidente nas Maldivas, concluindo o resgate da tragédia mais mortal da história do país.
- O grupo de cinco mergulhadores iniciara a expedição a 14 de maio e morreu ao tentar aceder às cavernas subaquáticas de Vaavu, a 50 metros de profundidade.
- As autoridades tratam as causas como ainda por esclarecer, incluindo a hipótese de mergulho a uma profundidade maior do que o planeado.
- O corpo de Gianluca Benedetti, instrutor de mergulho, foi identificado junto à entrada de uma gruta; os restantes estavam no interior da mesma gruta, que liga três câmaras.
- O grupo era liderado por Monica Montefalcone, professora da Universidade de Génova, acompanhada pela filha Giorgia Sommacal e pelos investigadores Muriel Oddenino e Federico Gualtieri; a universidade informou que a expedição visava monitorizar ecossistemas marinhos e a biodiversidade.
- No sábado, um mergulhador das Forças Armadas das Maldivas morreu durante as operações de resgate devido à doença de descompressão associada ao mergulho.
Os dois últimos corpos dos mergulhadores italianos que morreram num acidente de mergulho nas Maldivas foram recuperados pelas autoridades, encerrando os trabalhos de resgate. A informação foi confirmada pelo gabinete de imprensa da presidência na quarta-feira.
Os cinco mergulhadores tinham iniciado a expedição a 14 de maio e perderam a vida ao tentar aceder às cavernas subaquáticas de Vaavu, situadas a 50 metros de profundidade. A área é conhecida pelas fortes correntes e pela complexidade de acesso.
A investigação das autoridades maldivas analisa várias hipóteses, incluindo a possibilidade de mergulho a uma profundidade maior do que o planeado. Os corpos foram removidos para o necrotério de Malé, onde aguardam identificação.
Identidades e trabalho das vítimas
Entre os falecidos identificou-se Gianluca Benedetti, 44 anos, instrutor de mergulho que vivia nas Maldivas há vários anos. A família e a MPI de identificação ainda estão a confirmar os dados dos restantes.
O grupo era chefiado por Monica Montefalcone, 51 anos, professora da Universidade de Génova e ecologista marinha. Mergulhava com regularidade nas águas do Oceano Índico.
As restantes vítimas são Giorgia Sommacal, 23 anos, filha de Montefalcone; Muriel Oddenino, 31 anos, bióloga marinha e investigadora; e Federico Gualtieri, 31 anos, biólogo marinho. A expedição tinha como objetivo monitorizar ecossistemas marinhos.
Operação de resgate e vítimas adicionais
No sábado, um mergulhador das Forças Armadas das Maldivas faleceu durante as operações de resgate, devido a complicações da doença de descompressão. A oliveira médica aponta para bolhas de azoto formadas pela ascensão rápida.
A Universidade de Génova informou que Montefalcone e Oddenino participavam numa missão científica para estudar os impactos da crise climática na biodiversidade tropical. O objetivo era acompanhar alterações ambientais enquanto colaboravam com equipas locais.
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