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Lobo ibérico pode ter 80% da dieta composta por cavalos garranos

Garranos podem representar até oitenta por cento da dieta do lobo ibérico em zonas do noroeste ibérico, atuando como presa tampão e reduzindo a predação sobre gado

Lobo-ibérico
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  • Investigadores dizem que os cavalos garranos podem representar até oitenta por cento da dieta do lobo ibérico em zonas do noroeste de Portugal e Espanha.
  • O papel da garrana é atuar como “presa tampão”, ajudando a reduzir a predação sobre gado economicamente valioso, como vacas, cabras e ovelhas.
  • As populações de garranos estão sob pressão crescente; em Portugal existem cerca de dois mil exemplares puros.
  • Propõem-se medidas de compensação indireta, inspiradas em modelos da Finlândia, para apoiar proprietários que convivem com o lobo, com pagamento conforme o risco de predação.
  • Recomenda-se reforçar presas selvagens nativas, como veado e corço, para devolver o lobo às suas presas naturais e aliviar a pressão sobre o gado.

O estudo revela que cavalos garranos podem representar até 80% da dieta do lobo ibérico em zonas do noroeste de Portugal e norte de Espanha. A divulgação ocorreu nesta terça-feira, a partir de resultados de pesquisa em curso.

Investigadores da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, através do BIOPOLIS-CIBIO, com participação de universidades espanholas, explicam que o garrano atua como uma presa tampão. Este papel favorece a redução da predação sobre gado económico como vacas, cabras e ovelhas.

O trabalho insere-se no doutoramento de Joana Freitas, da FCUP. A equipa inclui Francisco Álvares, Laura Lagos e Ana Sofia Vaz, coautores de instituições ligadas ao BIOPOLIS-CIBIO e à NBI. O estudo envolve avaliação da dieta do lobo ibérico na região.

Dados da Associação de Criadores de Equinos da Raça Garrana indicam que existem apenas cerca de 2.000 garranos puros em Portugal. A maior parte vive em regime extensivo na serra, com parte estabulada, referem os autores.

Joana Freitas sublinha a necessidade de proteção da espécie, destacando o seu valor cultural e os serviços ecossistémicos que presta. Aponta para uma gestão de coexistência entre lobo, garranos e comunidades rurais.

A pesquisa aponta que os garranos alimentam-se de plantas inflamáveis como tojo, urze e giesta, o que contribui para reduzir o risco de incêndios. Isto reforça o papel do garrano no ecossistema serrano.

Impacto ambiental e estratégias de gestão

Os autores defendem medidas de compensação indireta, já usadas noutros países, como a Finlândia. A ideia é atribuir apoio monetário consoante o risco de predação pelo lobo, com condições de coexistência para os criadores.

A equipa sugere também o reforço de presas selvagens nativas, como veado e corço, para promover o retorno da dieta do lobo às presas naturais. O objetivo é reduzir a pressão sobre espécies domésticas.

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