- O julgamento de Martin Ney, assassino em série alemão, começa no Tribunal de Nantes, França, pelo rapto, sequestro e homicídio de Jonathan Coulom, de 10 anos, ocorrido em Guérande, Loire-Atlantique, em 2004.
- O caso teve início com o desaparecimento de Jonathan na noite de 7 para 8 de abril de 2004 em Saint-Brevin-les-Pins e o corpo foi encontrado a 19 de maio numa lagoa em Guérande.
- Ney, já condenado à prisão perpétua na Alemanha, é julgado em França após investigação cooperativa entre ambos os países, que ajudou a reabrir o caso.
- O suspeito ficou conhecido na Alemanha como “Schwarzmann” ou “Maskenmann” devido ao seu modus operandi meticuloso contra menores em centros de férias ou mem céng.
- O julgamento, que deve durar treze dias, pode terminar com nova condenação à prisão perpétua.
O julgamento do alemão Martin Ney, acusado de ser o homicida em série que sequestrou e assassinou Jonathan Coulom, começa hoje em França. O jovem de 10 anos desapareceu em abril de 2004, em Guérande, Loire-Atlantique, e o corpo foi encontrado seis semanas depois, sob peso de um bloco de cimento.
Ney, de 55 anos, já condenado à prisão perpétua na Alemanha, enfrenta agora no Tribunal de Nantes acusações de rapto, sequestro e homicídio. A investigação em França e na Alemanha permitiu associar o caso ao suspeito já conhecido por outros crimes contra menores.
Para a família da vítima e para a unidade de Rennes, o início do julgamento representa o fim de um percurso jurídico de longa duração. O advogado da avó de Jonathan descreveu-o como uma etapa decisiva para esclarecer os factos.
O caso remonta a uma noite de 7 para 8 de abril de 2004, em Saint-Brevin-les-Pins. Jonathan desapareceu durante um estágio de férias, dormindo num centro de lazer. A operação de busca envolveu centenas de militares e gendarmes.
O corpo foi encontrado a 19 de maio, na lagoa de uma propriedade privada em Guérande. O rapaz estava amarrado e pesava o corpo com um bloco de cimento; a autópsia concluiu que a causa da morte foi asfixia, não afogamento.
Contexto do caso
Entre 1992 e 2004, Ney atuou sobretudo em locais aislados, como colónias de férias e centros de lazer. O modus operandi envolvia entrada nocturna nos dormitórios, uso de balaclava, violência contra menores e fuga para a floresta, mantendo-se sem deixar rastos.
A investigação alemã ganhou novas pistas em 2011, com reanálises de provas. Em 2012, Ney foi condenado à prisão perpétua na Alemanha pelos assassinatos de três rapazes e por dezenas de abusos sexuais.
Avanços no caso e próximos passos
Em 2018, Ney confessou a um colega de cela, fornecendo detalhes sobre o homicídio em França. Essas informações levaram à reabertura da investigação francesa, que culminou na extraditarção temporária do suspeito em 2021 para interrogatórios.
A audiência, marcada para durar cerca de 13 dias, reúne o júri, familiares e peritos. Ney arrisca nova condenação à prisão perpétua, com base nas provas de que atuou fora da Alemanha e no contexto francês.
Este processo envolve a cooperação entre autoridades francesas e alemãs, bem como investigação de testemunhos e provas forenses. O desfecho deverá esclarecer a responsabilidade de Ney pelo crime em Guérande.
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