- O ex-primeiro-ministro José Luis Rodríguez Zapatero foi indiciado por alegados crimes de branqueamento de capitais no âmbito do caso Plus Ultra e está convocado para depor a 2 de junho na Audiência Nacional.
- O processo envolve o resgate público de 53 milhões de euros à transportadora Plus Ultra Líneas Aéreas durante a pandemia de COVID-19, com suspeitas de utilização indevida de fundos públicos.
- A Unidade de Delitos Económicos e Fiscais (UDEF) da Polícia Nacional aponta possível envolvimento de Zapatero em comissões irregulares e na gestão de fundos de origem ilícita; uma nova operação foi lançada na terça-feira.
- Zapatero prestava consultoria à empresa Análisis Relevante S.L., que prestava serviços à Plus Ultra; a citação foi aceite pelo presidente do Tribunal Central de Instrução número 4 da Audiência Nacional.
- O caso surge numa conjuntura política conturbada em Espanha, com o Partido Popular a exigir explicações de Pedro Sánchez, numa altura em que também são alvo de investigações o chamado caso Koldo e a mulher de Zapatero, Begoña Gómez.
O ex-primeiro-ministro espanhol José Luis Rodríguez Zapatero foi indiciado por alegado branqueamento de capitais no âmbito da investigação sobre o resgate de 53 milhões de euros à Plus Ultra Líneas Aéreas durante a pandemia. A audiência Nacional convocou-o para depor como investigado, com data marcada para 2 de junho.
A investigação, liderada pela Unidade de Delitos Económicos e Fiscais (UDEF) da Polícia Nacional, foca-se na possível origem ilícita de fundos e no envolvimento de Zapatero em comissões irregulares relacionadas com a Plus Ultra. A acusação envolve crimes de branqueamento, tráfico de influências e organização criminosa.
Segundo fontes próximas, Zapatero terá prestado consultoria à empresa Análisis Relevante S.L., prestadora de serviços à Plus Ultra, o que poderá ter relação com o fluxo de fundos públicos. O caso tem origem no processo inicial aberto no Tribunal de Instrução de Madrid.
Contexto e desdobramentos
O despacho judicial foi aceite pelo presidente do Tribunal Central de Instrução nº 4, mantendo o foco na relação entre os fundos públicos e tarefas de consultoria. A operação da UDEF, iniciada na última terça-feira, continua em curso, segundo diversos meios de comunicação.
O caso surge num contexto de tempestade política para o Governo espanhol, com a oposição a exigir explicações rápidas sobre alegadas irregularidades associadas a contratos públicos durante a pandemia. O debate envolve ainda outras investigações relacionadas com o núcleo do poder governamental.
Reação política
O Partido Popular pediu explicações urgentes ao presidente Pedro Sánchez, destacando que a imputação atinge também o guia próximo do Governo. A oposição argumenta pela necessidade de transparência e de esclarecimentos públicos consistentes.
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