- O ex-primeiro-ministro Aníbal Cavaco Silva foi condecorado com a Ordem Europeia do Mérito, no hemiciclo do Parlamento Europeu, em Estrasburgo.
- A entrega foi feita pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, com a presença da presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola.
- O ex-líder portugês integrou o conjunto de laureados pelo seu papel na integração europeia e na defesa dos valores fundamentais do projeto europeu.
- Cavaco Silva recebeu o grau segundo da Ordem Europeia do Mérito (Membro Honorário da Ordem).
- A distinção foi criada pelo Parlamento Europeu para assinalar o 75.º aniversário da Declaração Schuman, momento fundador da unidade europeia.
A antiga primeira-ministra portuguesa Aníbal Cavaco Silva foi condecorada com a Ordem Europeia do Mérito numa cerimónia no hemiciclo do Parlamento Europeu, em Estrasburgo, realizada esta terça-feira. A distinção foi entregue por Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, com a presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, também presente.
A cerimónia teve como contexto a celebração do 75º aniversário da Declaração Schuman. Cavaco Silva recebeu a Ordem na categoria de Membro Insigne da Ordem, entre outros laureados anunciados pelo Parlamento Europeu.
O ex-primeiro-ministro foi destacado por José Manuel Durão Barroso, ex-chefe do executivo comunitário, que listou motivos como a liderança de Cavaco Silva em Portugal e a sua atuação nas negociações relevantes para a União Europeia, incluindo o Ato Único, Maastricht e Lisboa, bem como o reforço da legitimidade democrática.
Durante o momento de condecoração, Cavaco Silva afirmou sentir-se honrado por integrar o primeiro grupo de galardoados da Ordem Europeia do Mérito, segundo informações disponíveis na cerimónia. A referência explícita do público não foi registada de forma oficial.
Segundo o Parlamento Europeu, a Ordem celebra contribuições significativas para a integração europeia e para a defesa dos valores consagrados nos Tratados. A distinção visa inspirar futuras gerações e reconhecer coragem cívica em relação aos ideais europeus.
Repercussões e contexto da cerimónia
Entre os 20 galardoados anunciados este ano, estiveram presentes 13 laureados, maioritariamente veteranos. A cerimónia foi marcada pela ausência de alguns intervenientes, incluindo o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, que não compareceu, e figuras como Angela Merkel e Lech Wałęsa, que foram distinguidas mas não estiveram presentes.
O evento reuniu ainda nomes como Bono, José Andrés e Giannis Antetokounmpo, que não aceitaram os convites para a cerimónia. A Reuters reporta que Merkel foi a principal presença esperada, tendo havido debates sobre o futuro da UE no contexto atual.
Apesar da solenidade, observadores reconheceram uma retoma de memórias da integração europeia, com apelos para maior diversidade entre futuros laureados e uma atualização das escolhas para refletir o hoje da União.
Entre na conversa da comunidade