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Petróleo sobe com Trump a indicar medidas mais duras contra o Irão

Preços do petróleo sobem após Trump anunciar medidas duras contra o Irão, com investidores a avaliar risco de escalada e impactos nos mercados globais

Sala de negociação (foto de arquivo)
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  • Os preços do petróleo subiram na segunda-feira: Brent para julho tornou-se 111,27 dólares por barril (queda de 1,81%), e WTI para junho chegou a 107,69 dólares por barril (aumento de 2,15%).
  • O aumento reflete o novo aviso do presidente norte-americano, Donald Trump, ao Irão através das redes sociais, com o tempo a esgotar-se para Tehran.
  • O conflito entre os EUA e o Irão tem vindo a aumentar desde ataques de fevereiro, com receios de escalada no Médio Oriente.
  • Um ataque com drones a uma central nuclear nos Emirados Árabes Unidos, no fim de semana, intensificou as preocupações sobre a escalada do conflito.
  • Nos mercados, as praças da Ásia-Pacífico registaram quedas, e o dólar subiu face ao iene; Wall Street operava em baixa após ter atingido máximos históricos.

Os preços do petróleo subiram na manhã de segunda-feira, após o presidente dos EUA, Donald Trump, emitir um aviso ao Irão através das redes sociais. Os contratos de Brent para julho avançaram 1,81%, a 111,27 dólares por barril, enquanto os de WTI para junho aumentaram 2,15%, para 107,69 dólares. Os investidores reagiram à nova mensagem de Trump sobre o Irão.

A escalada de tensões entre Washington e Teerão continua a influenciar os mercados, com o risco de uma escalada no Médio Oriente a pesar sobre o petróleo mundial. Um drone ataque a uma central nuclear dos Emirados no fim de semana elevou ainda mais as preocupações com a possibilidade de novos choques regionais.

A subida de preço ocorre num contexto de conflito iniciado por ataques de grande envergadura contra a República Islâmica no final de fevereiro, entre ações norte-americanas e israelitas. A luta na região já provocou volatilidade e impactos na inflação e nos custos energéticos globais.

Mercados Ásia-Pacífico

Nesta manhã, mercados no Japão e na Coreia do Sul recuaram face aos máximos históricos recentes. O Nikkei 225 caiu 0,9%, para 60.843,09 pontos, com o sector tecnológico a pressionar os índices. A rendibilidade da dívida japonesa a 10 anos subiu para 2,8%, impulsionada pela expectativa de subida gradual das taxas pelo Banco do Japão.

O Kospi de Seul subiu 0,9% para 7.558,50, após ter atingido acima de 8.000 na sexta-feira, apoiado pela procura em tecnologia e pela aposta na inteligência artificial. O Hang Seng de Hong Kong cedeu 1,6%, para 25.543,32, e o Shanghai Composite recuou 0,1%, para 4.132,24, depois de dados de retalho chineses melhores ou piores do que o esperado.

Outras praças acompanharam a tendência: o S&P/ASX 200 da Austrália cedeu 1,4%, para 8.508,40, e o Taiex de Taiwan caiu 1,1%. O Sensex da Índia também registou queda de 0,6%. O dólar fechou a transação com valorização face ao iene, passando de 158,62 para 159,02 ienes; o euro situava-se em 1,1626 dólares.

Wall Street

Nos EUA, os futuros de ações oscilaram sem grandes variações após a recuperação limitada na sexta-feira, quando as bolsas recuaram dos recordes anteriores. O desempenho refletiu a pressão de subida dos rendimentos da dívida e o impacto dos preços do petróleo nos mercados de obrigações.

O S&P 500 caiu 1,2% em relação ao recorde anterior, o Dow Jones desceu 537 pontos (1,1%) e o Nasdaq Composite perdeu 1,5%. Entre as empresas, as ações ligadas ao sector tecnológico registaram perdas significativas, após uma fase de fortes subidas associadas à IA. A Nvidia caiu 4,4% e a Micron Technology cedeu 6,6%.

Analistas destacam que, embora o desempenho geral dos lucros corporativos tenha sido robusto, o setor tecnológico tem mostrado volatilidade face à inflação, rendimentos e à incerteza geopolítica. Consultas de mercado sugerem que o ambiente continuará volátil até novas indicações sobre políticas físicas de contenção de conflitos.

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