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Julgamento de Odair Moniz entra esta segunda-feira nas alegações finais

Alegações finais arrancam esta segunda-feira no julgamento de Odair Moniz, com contradições sobre a presença de faca e disparos da PSP

Odair Moniz
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  • As alegações finais do julgamento da morte de Odair Moniz por um agente da PSP estão marcadas para esta segunda-feira, no Tribunal de Sintra.
  • O caso tem sido marcado por contradições sobre a posse de uma faca pela vítima, com testemunhos a indicar que Odair Moniz não tinha arma na mão quando foi alvejado pelo agente Bruno Pinto.
  • Houve versões distintas entre dois agentes da PSP sobre a existência da faca no local do homicídio, no bairro da Cova da Moura, Amadora.
  • Durante a sessão, o interrogatório ao advogado do polícia acusado, Ricardo Serrano Vieira, contrapôs declarações do inspetor da Polícia Judiciária André Mesquita ao relatório pericial, que indica vestígios de ADN não eram suficientes.
  • O julgamento inclui ainda a audição de uma última testemunha da Polícia Judiciária antes de se iniciarem as alegações finais; Odair Moniz tinha 43 anos e foi morto a tiro a 21 de outubro de 2024.

O julgamento de Odair Moniz entra esta segunda-feira nas alegações finais, no Tribunal de Sintra. O caso envolve a morte do cabo-verdiano de 43 anos a tiro por um agente da PSP, após uma tentativa de fuga na Amadora, em plena via pública.

As sessões têm sido marcadas por contradições sobre a existência de uma faca na posse da vítima. Testemunhas já deram versões opostas sobre se Odair Moniz estaria armado quando foi alvejado pelo agente Bruno Pinto.

Bruno Pinto afirmou, em julgamento, ter acreditado que Moniz o ameaçava com uma faca. Por outro lado, outros intervenientes disseram que a vítima não portava faca no momento dos disparos, ocorridos no bairro da Cova da Moura, próximo do Zambujal, onde Moniz residia.

Outra linha de litígio tem sido a análise de vestígios na ferramenta alegadamente usada como arma. O advogado de defesa do polícia pediu ao inspetor da Polícia Judiciária André Mesquita que esclarecesse discrepâncias entre o relatório pericial e as declarações anteriores.

Segundo o MP, o inquérito de 2025 descreve dois disparos: um na zona do tórax, a curta distância, e outro na virilha, a uma distância de até um metro. Em nenhum ponto do despacho consta que Moniz tenha ameaçado com arma branca.

A audiência prevista para segunda-feira inclui a oitiva de uma inspetora da Polícia Judiciária, após a qual devem arrancar as alegações finais. O julgamento iniciou a 22 de outubro de 2025, com o agente a apresentar desculpas aos familiares, embora tenha contestado os factos da acusação.

Odair Moniz, residente no Bairro do Zambujal, Amadora, foi morto a 21 de outubro de 2024, depois de tentar escapar à PSP e resistir à detenção, após uma infração rodoviária. O caso tem estado em apreciação pública e jurídica desde então.

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