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Execuções de penas de morte atingem nível mais alto em 45 anos

Amnistia Internacional regista o maior número de execuções dos últimos quarenta e cinco anos, impulsionado pelo Irão, com a China ainda não contabilizada.

Número de execuções de penas de morte foi, em 2025, o mais alto dos últimos 45 anos, ultrapassando as 2700 pessoas
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  • Em 2025, a Amnistia Internacional registou 2707 execuções, o maior valor dos últimos 45 anos; os números não incluem milhares de execuções na China.
  • O Irão lidera com pelo menos 2159 execuções, representando cerca de 80% do total mundial, e duplicou o total de 2024.
  • A Arábia Saudita estabeleceu um recorde com 356 execuções, das quais 240 foram por crimes de droga não violentos.
  • Nos Estados Unidos houve aumento, com a Florida a registar 19 execuções no ano, elevando o total nacional para 47; o país é o único a executar na região.
  • A ONG aponta uso de fuzilamento e gás nitrogénio em alguns estados, e alerta para quase metade das execuções por crimes relacionados com drogas, com dados confiáveis ainda incompletos de Coreia do Norte e Vietname.

A Amnistia Internacional (AI) revelou que o número de execuções de penas de morte no ano passado atingiu o nível mais alto em 45 anos, ultrapassando as 2700 ações. O total confirmado foi de 2707, sem contar as estimativas sobre a China, apontada como o país que mais aplica a pena de morte.

A AI descreve o aumento como drástico e alarmante, face ao ano anterior, em que foram registadas 1518 execuções. O levantamento indica que o maior contributo veio do Irão, que realizou pelo menos 2159 execuções, superando duas vezes o total de 2024.

Irão lidera o aumento

As autoridades iranianas são acusadas pela AI de instrumentalizar a pena de morte após julgamentos considerados flagrantemente injustos. Segundo a ONG, o Irão corresponde a cerca de 80% de todas as execuções conhecidas.

Outras regiões e números

A AI não conseguiu determinar números mínimos fiáveis para a Coreia do Norte e o Vietname, mas aponta que estes países continuam a usar a pena de morte de forma generalizada. Estados Unidos e Arábia Saudita também registaram aumentos significativos.

Observações sobre segurança pública e métodos

No Saudi, 356 execuções foram registadas, com 240 por crimes de tráfico de droga não violentos. A Florida, nos EUA, registou um recorde regional com 19 execuções num único estado, elevando o total nacional para 47.

Contexto global

A organização sublinha uma tendência de queda de países que mantêm a pena de morte, ainda que alguns estados tenham retomado métodos abandonados, como o fuzilamento. A prática de asfixia por gás é outra preocupação de direitos humanos.

Drogas como justificativa

Quase metade de todas as execuções conhecidas foram associadas a crimes relacionados com drogas, uma linha que dominou casos em países como China, Irão, Kuwait, Arábia Saudita e Singapura, entre outros.

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