- A dieta mediterrânica e hábitos de vida saudáveis são ligados ao desenvolvimento cognitivo na adolescência, segundo dois estudos publicados na revista Nutrients.
- Os estudos, conduzidos pelo IRB CatSud em colaboração com o ISGlobal, acompanharam cerca de 630 adolescentes e analisaram a relação entre alimentação, gordura no sangue e função cognitiva.
- O primeiro estudo avaliou a adesão à dieta mediterrânica e as gorduras presentes no sangue, indicando que a alimentação favorece a absorção de nutrientes benéficos para o cérebro.
- O segundo estudo mostrou que níveis mais elevados de ácidos gordos ómega-3 no sangue correspondem a melhor desempenho em raciocínio e em algumas capacidades de tomada de decisão durante a adolescência.
A dieta mediterrânica desempenha um papel-chave no desenvolvimento cognitivo na adolescência, indicam dois estudos publicados na revista Nutrients. Os trabalhos são conduzidos pelo IRB CatSud, em colaboração com o ISGlobal, e contam com a participação de cerca de 630 adolescentes em Espanha. A investigação analisa a relação entre nutrição, bem-estar emocional, estilo de vida e função cognitiva.
O primeiro estudo, intitulado A Associação entre a Dieta Mediterrânica e os Ácidos Gordos nos Glóbulos Vermelhos dos Adolescentes Espanhóis, avaliou a adesão à dieta e os tipos de gorduras no sangue como indicador de hábitos alimentares. A análise sugere que a dieta mediterrânica facilita a absorção de nutrientes necessários para o equilíbrio fisiológico e o funcionamento cerebral.
No segundo estudo, Padrões de Ácidos Gordos nos Glóbulos Vermelhos e Funções Cognitivas em Adolescentes, explorou a correlação entre gorduras sanguíneas e capacidades cognitivas como raciocínio, memória e tomada de decisões. Concluiu-se que níveis mais elevados de ácidos gordos ómega-3 associam-se a melhor desempenho no raciocínio e em alguns aspetos da tomada de decisão.
Estes resultados reforçam que capacidades cognitivas, especialmente durante a adolescência, podem ser influenciadas por fatores biológicos e pelo estilo de vida, conforme explicam os autores. A investigação aponta, ainda, para o potencial benefício de uma alimentação rica em ómega-3 na função cerebral.
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