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Homicidas com fuzis não respondem pela morte do agente Fábio Guerra

Supremo confirma penas de vinte e dezessete anos para fuzileiros envolvidos na morte de Fábio Guerra; indemnização em aberto; Clóvis Abreu absolvido

Fábio Guerra tinha 26 anos
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  • Fábio Guerra, jovem agente da PSP de 26 anos, não resistiu a lesões graves após agressões na discoteca Mome, em Alcântara, fora de serviço, em março de 2022.
  • Os fuzileiros Cláudio Coimbra e Vadym Hrynko foram condenados a 20 e 17 anos, respetivamente, com o Supremo Tribunal de Justiça a confirmar as penas.
  • A família de Fábio Guerra devia receber 432 500 euros; o Estado pagou 176 250 euros aos pais por compensação especial por morte.
  • O ataque ficou registrado num vídeo; a juíza-presidenta realçou a violência e o risco de agressões à cabeça.
  • Clóvis Abreu foi absolvido de homicídio qualificado e a pena foi reduzida de 14 para 6 anos.

Fábio Guerra, agente da PSP de 26 anos, morreu em março de 2022 depois de graves lesões cerebrais resultantes de agressões junto à discoteca Mome, em Alcântara. O agente estava de folga, mas interviniu para evitar um confronto entre dois grupos. O ataque ficou registrado em vídeo.

Os então fuzileiros Cláudio Coimbra e Vadym Hrynko foram condenados a 20 e 17 anos de prisão, respectivamente. As indemnizações devidas à família de Fábio Guerra somavam 432.500 euros. O Supremo Tribunal de Justiça confirmou as penas de cadeia. A Justiça considerou que as agressões na cabeça poderiam ter provocado a morte.

Acompanhando o veredito, a juíza-presidente destacou o desrespeito pela vida, sublinhando que Coimbra era campeão de boxe na altura. O Estado atribuiu aos pais de Fábio Guerra uma indemnização de 176.250 euros, por considerar haver nexo de causalidade entre o risco inerente à função policial e a morte do agente.

Reviravolta no caso: Clóvis Abreu

Clóvis Abreu, que inicialmente havia sido condenado a 14 anos, acabou absolvido pelo Tribunal da Relação de Lisboa do crime de homicídio qualificado. A pena foi reduzida para seis anos, após os juízes não terem provado que Abreu tenha desferido pontapés na cabeça de Fábio Guerra.

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