- Quarta-feira, cinco mergulhadores morreram nas Maldivas durante uma tentativa de explorar grutas submarinas no atol de Vaavu.
- Desceram a profundidades que excedem a recomendação para o mergulho recreativo; as grutas de Vaavu situam-se a cerca de cinquenta metros, enquanto a fasquia segura é até trinta metros.
- A operação de resgate é considerada de altíssimo risco, com zonas submarinas difíceis de aceder; já houve uma vítima de doença descompressiva durante uma operação de recuperação.
- As pessoas envolvidas são Monica Montefalcone, Giorgia Sommacal, Muriel Poirino, Gianluca Benedetti e Federico Gualtieri; o local fica cerca de sessenta e cinco quilómetros de Malé, a capital.
- Entre as hipóteses está a toxicidade do oxigénio, que pode ocorrer em mergulhos profundos se a mistura de gases não for adequada; a investigação pretende esclarecer as causas.
Ao atolar Vaavu, no arquipélago das Maldivas, cinco mergulhadores morreram na quarta-feira durante uma experiência de exploração de grutas submarinas. A operação de resgate envolve zonas de difícil acesso e o mau tempo tem dificultado os trabalhos. A profundidade prevista para mergulho recreativo é de cerca de 30 metros, enquanto as grutas de Vaaru situam-se a 50 metros.
Os falecidos eram Monica Montefalcone, professora universitária; Giorgia Sommacal, estudante de Engenharia Biomédica; Muriel Poirino, pesquisadora; e os instrutores Gianluca Benedetti e Federico Gualtieri. O grupo entrou na água num ponto conhecido, com alerta amarelo de mau tempo, e deveria ter regressado ao barco Duke of York ao meio dia, sem regresso visível.
A hipótese dominante aponta para a toxicidade do oxigénio, que pode ocorrer em mergulhos muito fundos se as misturas de ar não forem adequadas. Especialistas explicam que misturas com menos oxigénio e azoto e mais hélio são necessárias em profundidades elevadas. Entre as possibilidadesConsideradas, observa-se que todos os mergulhadores adoeceram ao mesmo tempo.
A gruta onde se acredita que estiverem os corpos é de acesso complexo, aumentando o risco da operação de resgate. O contexto inclui ainda o mau tempo extremo que tem marcado a região, dificultando a busca e a recuperação.
Nos últimos seis anos, as autoridades locais registaram 112 mortes de turistas em incidentes marítimos, mas este episódio é o mais grave de memória nas Maldivas. O atolar de Vaaru fica a cerca de 65 quilómetros de Malé, a capital, num conjunto de 1192 ilhas de coral.
As investigações da tragédia devem ser abertas para esclarecer as causas e as circunstâncias do acidente. Enquanto isso, as autoridades mantêm a vigilância sobre o andamento dos trabalhos de recuperação.
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