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Condenado a 23 anos por matar a ex com 21 facadas após filmar a relação

Condenado a vinte e três anos de prisão por homicídio de ex-namorada em Matosinhos, após filmar sexo da vítima com outro homem

Homem confessou ter matado a ex-namorada após filmá-la a ter sexo com outro homem em Matosinhos
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  • Condenado a 23 anos de prisão por matar a ex-namorada com pelo menos 21 facadas em Matosinhos, após filmar a vítima com outro homem.
  • O crime ocorreu em 4 de agosto de 2025, em São Mamede de Infesta: o arguido entrou na casa com uma chave escondida, filmou Ana Rita Dionísio e o homem que a acompanhava durante o banho, e depois desferiu os golpes que tiraram a vida à ex-companheira. O outro homem ficou gravemente ferido.
  • Segundo o Ministério Público, o arguido, movido por ciúmes, planeou liquidar os dois quando os apanhasse juntos; após o ataque, levou dois cartões bancários da vítima e o Citroën C1, e fugiu.
  • Foi intercetado e detido pela Polícia Judiciária do Porto em Lisboa; foram apreendidos telemóvel, roupas e calçado com vestígios de sangue, um cabo de carregador USB e os cartões bancários.
  • O juiz destacou que o crime decorreu no contexto do fim da relação, que o plano não estava preparado há muito tempo e que as facas utilizadas já estavam na casa da vítima; o arguido pediu desculpas às famílias e admitiu ter perdido o controlo.

Durante a leitura da sentença, o presidente do coletivo de juízes afirmou que o arguido David Marinho, natural do Brasil e residente em Portugal desde 2022, agiu movido por ciúmes. Foi considerado incontroverso que tirou a vida à ex-companheira Ana Rita Dionísio através de vários golpes de faca.

O tribunal confirmou que, apesar de o arguido alegar uma separação provisória, o relacionamento já tinha terminado. A decisão aponta que Ana Rita já tinha decidido terminar a relação, e que o agressor pretendia mesmo matar, não apenas magoar, por suspeitar de um novo relacionamento.

O juiz destacou que o plano para o homicídio não foi formulado muito tempo antes, já que as facas utilizadas não eram trazidas do exterior, mas retiradas da casa da vítima. Os factos estariam assim relacionados com a ruptura do casal.

Condenações e pormenores do caso

Na primeira sessão de julgamento, em março, David Marinho assumiu a autoria dos crimes e pediu desculpa às famílias, declarando ter perdido o controlo ao confrontar a relação entre ambos. O arguido descreveu o momento em que percebeu que Ana Rita não estava sozinha e admitiu estar tomado pela raiva.

Relatou ainda que entrou na casa pela via da chave escondida na caixa de eletricidade, encontrou o casal nu a tomar banho e gravou o episódio. Alegou ter ficado focado em magoar a ex-companheira, não em causar danos ao homem que a acompanhava.

Ao longo do depoimento, o arguido reconheceu a gravidade dos atos e admitiu que nada poderia anular o que aconteceu, admitindo que não havia como voltar atrás.

Acusações e consequências

Segundo a acusação, o relacionamento ocorreu entre julho de 2022 e junho de 2023, terminando no último semestre. Depois do término, o arguido manteve contato constante com Ana Rita via e-mail e redes sociais, alegando que ela tinha um novo relacionamento.

O Ministério Público afirma que o arguido planeou liquidar os dois quando os apanhasse juntos. No dia 4 de agosto de 2025, em Matosinhos, entrou na casa da ex usando uma chave escondida, surpreendeu o casal e começou a filmar. Seguiram-se os golpes com duas facas, resultando na morte de Ana Rita e ferimentos graves no outro homem.

O arguido retirou-se com cartões bancários da vítima e o veículo do casal, tomando a decisão de não comparecer ao serviço no dia seguinte. A detenção ocorreu em Lisboa, com a apreensão de vestígios no telemóvel, roupas e calçado com sangue, além de outros objetos.

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