- Xi Jinping prometeu abrir ainda mais a porta da China às empresas dos Estados Unidos durante a visita de Donald Trump a Pequim.
- O presidente chinês afirmou que Pequim continuará a abrir o mercado e que as relações económicas entre a China e os EUA são mutuamente benéficas.
- A China procura projetar estabilidade económica e atrair investimento estrangeiro, em contexto de desaceleração económica e maior incerteza geopolítica.
- Persistem divergências profundas, principalmente no setor tecnológico, com restrições de exportação de tecnologia avançada para a China ainda sem acordo anunciado.
- Executivos como Elon Musk (Tesla), Tim Cook (Apple) e Jensen Huang (Nvidia) reuniram-se com Li Qiang, que reiterou a intenção de melhorar o ambiente de negócios e ampliar as políticas de abertura.
Xi Jinping assegurou durante a visita de Donald Trump a Pequim que a China continuará a abrir a sua economia ao investimento estrangeiro, principalmente aos empresários norte-americanos. O objetivo é mostrar estabilidade económica e atratividade de mercado.
O Presidente chinês explicou que a China “apenas abrirá ainda mais a sua porta” e destacou que as relações económico-comerciais com os EUA são benéficas para ambas as partes. A declaração foi transmitida por fontes oficiais.
A Organização informou que Pequim pretende ampliar o acesso ao mercado e melhorar o ambiente para empresas estrangeiras que operam na China, numa altura de desaceleração económica e incerteza geopolítica.
Xi afirmou que as empresas norte-americanas estão envolvidas nos esforços de reforma e abertura da China, e que o país busca maior cooperação mutuamente benéfica com os EUA, principal rival económico.
A agência Xinhua tornou o discurso mais centrado na globalização, apresentando a China como defensora de mercados abertos e de cadeias de abastecimento estáveis, numa leitura favorável à cooperação económica.
Paralelamente, continuam as divergências em áreas sensíveis, nomeadamente no sector tecnológico, com restrições de exportação de semicondutores impostas pelas duas administrações.
As políticas de controlo tecnológico não foram resolvidas e não houve anúncio de acordo para aliviar as restrições, ou soluções noutras áreas, até o momento.
Apesar disso, as autoridades chinesas prometeram manter uma imagem de abertura para negócios, sublinhando a continuidade da estabilidade económica, mesmo diante de tensões com Washington.
Reuniões com altos responsáveis
Paralelamente ao encontro entre Xi e Trump, executivos norte-americanos reuniram-se com Li Qiang e outros responsáveis económicos em Pequim, para debater mercado, investimento e cooperação tecnológica.
Entre os participantes estiveram o CEO da Tesla, Elon Musk, o ex-CEO da Apple, Tim Cook, e o CEO da Nvidia, Jensen Huang, além de representantes de grandes grupos financeiros e industriais.
As conversas enfocaram cadeias de abastecimento, veículos elétricos com IA e políticas de semicondutores, sem anúncios de acordos concretos, segundo fontes oficiais.
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