- A presidência cipriota do Conselho da UE ativou o mecanismo comunitário de partilha de informação para monitorizar o surto de hantavírus, visando facilitar a troca entre Estados‑membros e instituições da UE.
- O Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças classifica o risco para a população em geral como muito baixo, desde que se apliquem medidas de prevenção e controlo e considerando que os hantavírus não se propagam entre pessoas.
- O mecanismo de Resposta Política Integrada a Crises da UE centraliza informações e facilita a coordenação política e operacional, assegurando uma resposta rápida em situações de crise.
- A Organização Mundial de Saúde aponta risco moderado para passageiros e tripulação do navio MV Hondius, e baixo para o resto da população mundial; a origem do surto continua desconhecida e investigações estão em curso.
- A letalidade do surto é de 27% até ao momento; não existe vacina nem tratamento específico, e todos os casos identificados ocorreram a bordo do navio.
A presidência do Conselho da União Europeia, atualmente exercida por Chipre, ativou o mecanismo comunitário de partilha contínua de informações para monitorizar o surto de hantavírus. A medida visa facilitar o intercâmbio entre Estados-membros e instituições da UE, reunindo dados relevantes e ações em curso para reforçar a consciência situacional e a preparação.
Segundo o Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças, o risco para a população europeia é considerado muito baixo, desde que sejam aplicadas medidas adequadas de prevenção e controlo de infeções, dado que o hantavírus não se transmite facilmente entre pessoas.
As atividades de troca de informação e coordenação já decorrem ao nível da UE, envolvendo os setores de saúde e proteção civil. O objetivo do mecanismo de Resposta Política Integrada a Crises é assegurar uma coordenação rápida entre Estados-membros e instituições da UE em situações de crise de grande dimensão, como pandemias ou desastres naturais.
O sistema permite centralizar dados em tempo real e facilitar decisões conjuntas em nível europeu, com níveis de atuação que variam desde simples monitorização até à coordenação total da resposta. A UE pode, assim, reagir de forma mais organizada a ameaças transfronteiriças.
Relativamente ao surto, a Organização Mundial de Saúde (OMS) classifica o risco para passageiros e tripulação do navio de cruzeiro MV Hondius como moderado, e o risco para a população mundial como baixo. A origem do surto permanece desconhecida, com a primeira contaminação ocorrendo antes do início da expedição, a 1 de abril, e o falecimento de um passageiro holandês de 70 anos registado a 6 de abril.
Estão a decorrer investigações para esclarecer as circunstâncias da exposição e a possível fonte do surto epidémico. A OMS indica uma taxa de letalidade de 27% entre os doentes até ao momento. Não existe vacina nem tratamento específico contra o hantavírus, que pode provocar uma síndrome respiratória aguda. Até agora, todos os casos foram registados a bordo do navio.
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