- A população prisional da Rússia passou de 465 mil no final de 2021 para 282 mil atualmente, uma redução de quase 40%.
- Cerca de 85 mil prisioneiros encontram-se em prisão preventiva.
- O Estado tem recrutado condenados para lutar na Ucrânia e tem aumentado penas suspensas e outras medidas punitivas como parte da queda de efetivos.
- Milhares de prisioneiros trabalham em instalações de produção para apoiar o exército, com 16 mil reclusos destacados para a indústria transformadora neste fim de ano.
- A produção nas prisões para a operação militar especial atingiu cerca de 5,5 mil milhões de rublos, num volume total de 47 mil milhões de rublos em 2025.
A população prisional da Rússia sofreu uma queda expressiva nos últimos cinco anos, com a redução de mais de 180 mil reclusos. A mudança está associada ao envio de condenados para combater na Ucrânia e a mudanças penais internas.
Segundo Arkady Gostev, chefe do serviço penitenciário russo, o número de prisioneiros passou de 465 mil em 2021 para cerca de 282 mil atualmente, o que representa uma diminuição de quase 40%. Cerca de 85 mil estão ainda em prisão preventiva.
Ajustes nas políticas penais, incluindo o aumento de penas suspensas, contribuíram para a queda, disse Gostev, citado pela agência estatal TASS. Paralelamente, milhares de reclusos têm sido recrutados para o esforço militar e trabalhos produtivos ligados ao exército.
Envio de reclusos para a frente de batalha
Ao longo dos quatro anos de conflito na Ucrânia, Moscovo disponibilizou contratos militares a prisioneiros, com a possibilidade de redução da pena mediante sobrevivência. Gostev indicou que 16 mil reclusos foram destacados para atividades industriais associadas às necessidades militares.
A produção nas prisões gerou valores expressivos, com cerca de 5,5 mil milhões de rublos em bens para o esforço militar, segundo o dirigente. No total, a produção de unidades prisionais atingiu 47 mil milhões de rublos em 2025, sem detalhar a parcela destinada ao exército.
As autoridades observam que o regresso de prisioneiros da frente tem aumentado a criminalidade e a tensão social no país. A prática de trabalho forçado em instalações prisionais permanece uma característica histórica do sistema russo.
Contexto e impactos
A mobilização e o uso de prisioneiros incluem a disponibilização de mão de obra para setores de transformação, com impactos na economia de guerra. A notícia destaca ainda que centenas de milhares de homens foram mobilizados, enquanto muitos fugiram do país durante o período.
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