Em Alta futeboldesportoPortugalinternacionaisgoverno

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

População prisional russa cai 40% com envio de reclusos à guerra na Ucrânia

População prisional russa cai quase 40%, com condenados enviados a combater na Ucrânia e penas suspensas; milhares trabalham na indústria de guerra, elevando a criminalidade entre os retornados

Uma réplica da cela do líder da oposição russa Alexei Navalny, do ano passado, instalada numa praça perto do Museu do Louvre, em Paris, 14 de março de 2023
0:00
Carregando...
0:00
  • A população prisional da Rússia passou de 465 mil no final de 2021 para 282 mil atualmente, uma redução de quase 40%.
  • Cerca de 85 mil prisioneiros encontram-se em prisão preventiva.
  • O Estado tem recrutado condenados para lutar na Ucrânia e tem aumentado penas suspensas e outras medidas punitivas como parte da queda de efetivos.
  • Milhares de prisioneiros trabalham em instalações de produção para apoiar o exército, com 16 mil reclusos destacados para a indústria transformadora neste fim de ano.
  • A produção nas prisões para a operação militar especial atingiu cerca de 5,5 mil milhões de rublos, num volume total de 47 mil milhões de rublos em 2025.

A população prisional da Rússia sofreu uma queda expressiva nos últimos cinco anos, com a redução de mais de 180 mil reclusos. A mudança está associada ao envio de condenados para combater na Ucrânia e a mudanças penais internas.

Segundo Arkady Gostev, chefe do serviço penitenciário russo, o número de prisioneiros passou de 465 mil em 2021 para cerca de 282 mil atualmente, o que representa uma diminuição de quase 40%. Cerca de 85 mil estão ainda em prisão preventiva.

Ajustes nas políticas penais, incluindo o aumento de penas suspensas, contribuíram para a queda, disse Gostev, citado pela agência estatal TASS. Paralelamente, milhares de reclusos têm sido recrutados para o esforço militar e trabalhos produtivos ligados ao exército.

Envio de reclusos para a frente de batalha

Ao longo dos quatro anos de conflito na Ucrânia, Moscovo disponibilizou contratos militares a prisioneiros, com a possibilidade de redução da pena mediante sobrevivência. Gostev indicou que 16 mil reclusos foram destacados para atividades industriais associadas às necessidades militares.

A produção nas prisões gerou valores expressivos, com cerca de 5,5 mil milhões de rublos em bens para o esforço militar, segundo o dirigente. No total, a produção de unidades prisionais atingiu 47 mil milhões de rublos em 2025, sem detalhar a parcela destinada ao exército.

As autoridades observam que o regresso de prisioneiros da frente tem aumentado a criminalidade e a tensão social no país. A prática de trabalho forçado em instalações prisionais permanece uma característica histórica do sistema russo.

Contexto e impactos

A mobilização e o uso de prisioneiros incluem a disponibilização de mão de obra para setores de transformação, com impactos na economia de guerra. A notícia destaca ainda que centenas de milhares de homens foram mobilizados, enquanto muitos fugiram do país durante o período.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais