- A ministra sueca dos Negócios Estrangeiros, Maria Malmer Stenegård, afirmou que a Europa deve centrar-se em sanções à Rússia, não em negociações com Moscovo.
- Rejeita rumores de mediadores entre Moscovo e Kiev, dizendo que a Rússia não está verdadeiramente interessada na paz.
- Afirmou que, mais cedo ou mais tarde, será necessário falar com Moscovo, mas a prioridade é aumentar a pressão e manter o apoio à Ucrânia.
- Em Bruxelas, os ministros da UE vão discutir a invasão russa e o conflito no Médio Oriente, com perspetivas de ampliar a lista negra e avançar com sanções contra colonos israelitas.
- A titular sueca destaca melhoria do ambiente na sala de concertação em Bruxelas com o novo governo húngaro e defende rapidez de ação da UE, mantendo o apoio à Ucrânia e pressionando Israel face à crise humanitária em Gaza.
A ministra sueca dos Negócios Estrangeiros, Maria Malmö-Stenegard, disse em exclusivo ao Europe Today que a Europa deve intensificar a pressão sobre o Kremlin, pois a Rússia não demonstra interesse sério na paz. A intervenção ocorreu num programa matinal da Euronews. O objetivo é manter o foco estratégico.
Malmö-Stenegard rejeitou a ideia de mediadores entre Moscovo e Kiev, incluindo o ex-chanceler alemão Gerhard Schröder. Defende que, neste momento, a prioridade é aumentar a pressão sobre a Rússia e apoiar a Ucrânia de forma contínua.
A titular sueca afirmou que, mais cedo ou mais tarde, será necessário falar com Moscovo, mas acredita que Putin não está interessado em negociações reais de paz. O caminho atual passa por novas sanções e por manter o apoio a Kiev.
A UE, Bruxelas e o Kremlin
Durante a reunião desta segunda-feira em Bruxelas, os ministros da UE discutirão a invasão russa à Ucrânia e o conflito no Médio Oriente. Espera-se ampliar a lista negra de cidadãos russos ligados à deportação de menores ucranianos.
A UE também deverá avançar com sanções adicionais, incluindo medidas contra colonos israelitas. Malmö-Stenegard reforça que a prioridade é mudar o cálculo de Moscovo para incentivar a paz.
A ministra nota ainda a mudança de ambiente na sala de reuniões, com a chegada do governo húngaro liderado por Péter Magyar. Revela que há mais abertura para ações rápidas em questões geopolíticas.
Médio Oriente e sanções
No Médio Oriente, a Suécia apoia aumentar a pressão sobre Israel devido à crise humanitária em Gaza e à violência na Cisjordânia. A UE deve considerar sanções associadas a atos de violência e medidas contra ministros extremistas do executivo israelita.
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