- O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, pediu à União Europeia que imponha sanções a dois ministros radicais de Israel: Itamar Ben-Gvir e Bezalel Smotrich.
- Diz que isso pode enviar um “sinal forte”, mesmo reconhecendo que a medida é improvável de ser aprovada.
- Reforça a defesa de sanções adicionais aos colonos na Cisjordânia e refere que o Conselho da UE deverá, hoje, aprovar medidas nesse sentido.
- Considera grave o facto de Israel ter aprovado dezenas de novos colonatos e diz que a UE não deve deixar passar a oportunidade de agir, incluindo potenciais restrições comerciais.
- Sobre o acordo de associação com Israel, Portugal apoia a suspensão, mas admite que não será aprovada nesta reunião; ainda assim aponta para possíveis sinais positivos se houver restrições aos colonos violentos ou ao comércio de produtos com origem nesses locais.
O ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal pediu à União Europeia a imposição de sanções a dois ministros radicais de Israel. O apelo foi feito na segunda-feira, à margem de uma reunião de ministros da UE em Bruxelas. A proposta visa enviar um sinal forte, mesmo reconhecendo a baixa probabilidade de aprovação.
Rangel reiterou que o governo português tem defendido que haja mais sanções aos colonos na Cisjordânia. Afirmou que os dois ministros em causa, Itamar Ben-Gvir e Bezalel Smotrich, já foram sancionados por outros países e que medidas comerciais mais restritivas deveriam acompanhar eventuais ações contra estes dirigentes.
Persistência de desenvolvimentos negativos
O chefe da diplomacia portuguesa destacou que Israel tem aprovado dezenas de novos asentamentos, o que considera grave. A posição de Portugal é de não deixar passar a oportunidade de reforçar a pressão diplomática da UE. O objetivo é um sinal claro sobre a evolução na Cisjordânia, em Gaza e no Líbano.
Para além das sanções contra ministros, o ministro aponta a possibilidade de a UE adotar medidas restritivas contra colonos violentos e restringir o comércio com produtos provenientes de colonatos. Mesmo que os nomes dos ministros não entrem no pacote, existe a chance de um sinal positivo se tais medidas avançarem.
Situação do acordo com Israel
Rangel afirmou ainda que Portugal apoia a suspensão do acordo de associação com Israel, total ou parcial. Contudo, afirmou que, na reunião em Bruxelas, nem a suspensão total nem a parcial era esperada ser aprovada.
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