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Trump mantém cessar-fogo com o Irão válido, apesar dos ataques

Apesar do ataque no estreito de Ormuz, Trump afirma que o cessar-fogo com o Irão permanece válido, enquanto o petróleo sobe e persiste o risco diplomático

Donald Trump fala com jornalistas em Washington D.C
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  • O Presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o cessar-fogo continua em vigor, apesar de ataques contra três contratorpedeiros norte-americanos que atravessavam o estreito de Ormuz.
  • O recuo de hostilidades ocorre num momento em que Washington aguardava uma resposta do Irão à sua proposta para terminar o conflito, iniciado com ataques aéreos conjunto dos EUA e de Israel.
  • O Irão reagiu, alegando ter causado danos significativos aos navios americanos, enquanto os EUA afirmaram que nenhum dos seus meios foi atingido.
  • Os combates também envolveram ataques a alvos civis na ilha de Qeshm e áreas costeiras junto ao estreito, com represálias iranianas a navios norte-americanos a leste do estreito e perto de Chabahar.
  • A tensão fez subir o preço do petróleo, com o Brent acima de 100 dólares por barril, enquanto os mercados se mantinham cautelosos face a uma solução diplomática ainda incerta.

O cessar-fogo entre os EUA e o Irão permanece válido, apesar de novos ataques na região. Este foi o recado de Donald Trump em reação a um incidente no estreito de Ormuz, importante via de passagem de petróleo. A tensão acompanha uma ofensiva em curso desde o início do conflito.

O confronto envolveu forças americanas e iranianas no Golfo, com ataques noticiados contra alvos no território iraniano e em áreas próximas ao estreito. A escalada ocorreu num momento em que Washington aguardava a resposta de Teerão a uma proposta para encerrar o conflito.

Em território dos Emirados Árabes Unidos, os ataques voltaram a ocorrer, afectando a esfera de influência da região. O cessar-fogo com duração de um mês fica sob risco de ruptura, em meio à troca de ações militares entre as partes envolvidas.

Trump afirmou que três contratorpedeiros norte-americanos atravessaram o estreito de Ormuz com sucesso, sob fogo inimigo, sem danos aos navios. O presidente destacou, porém, que os atacantes iranianos sofreram perdas significativas.

Mais tarde, o líder acrescentou aos jornalistas que o cessar-fogo continua em vigor e minimizou o impacto do incidente. O governo iraniano acusa os EUA de violar o acordo com ataques a navios iranianos e a zonas civis.

O Comando Central dos EUA negou danos aos seus meios, enquanto o comando iraniano afirmou danos consideráveis. Seguiu-se uma comunicação iraniana de que a situação se normalizou nas ilhas e cidades costeiras próximas ao estreito, ao fim de várias horas de confrontos.

Desde a entrada em vigor do cessar-fogo, a 7 de Abril, os dois lados têm trocado tiros de forma esporádica, com o Irão já tendo dirigido ataques a território de países do Golfo e a infraestruturas próximas às bases norte-americanas.

No mercado financeiro, o petróleo respondeu com alta inicial, com o Brent a superar os 100 dólares por barril. As bolsas recuaram, após ganhos recentes, impulsionadas pela expectativa de uma resolução da crise.

Trump reforçou a ideia de que as negociações com Teerão seguem em curso, sem adiantar prazos. O Governo americano tinha apresentado uma proposta para pôr fim ao conflito, sem, contudo, corresponder a algumas exigências norte-americanas. Teerão não confirmou decisão sobre o plano.

O presidente reiterou que combate a possibilidade de o Irão obter uma arma nuclear, afirmação que, segundo ele, está contemplada na proposta norte-americana. Questionado sobre prazos, Trump disse que um acordo pode ocorrer a qualquer momento, dependendo da vontade de Teerão.

A guerra tem colocado à prova o apoio interno a Trump, que prometeu reduzir custos com energia e o envolvimento em guerras estrangeiras. Os preços da gasolina nos EUA foram pressionados, registrando aumento desde o início do conflito.

Contexto estratégico

  • A tentativa de resolução diplomática permanece em curso, com Washington a aguardar sinal de Teerão sobre o plano de paz.
  • O Irão mantém a narrativa de resposta aos ataques e afirmações de danos aos seus meios, enquanto acusa os EUA de violações do cessar-fogo.
  • A situação segue em fluxo, com observadores a monitorizar possíveis desdobramentos no Golfo e impactos económicos na região.

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