- O Tribunal da Relação de Coimbra recusou a execução do mandado europeu de detenção para entregar Cédric Prizzon, por haver, em Portugal, um procedimento penal pendente contra o suspeito.
- A decisão baseia-se no facto de o crime, total ou parcialmente, ter ocorrido em território nacional, autorizando a recusa conforme a lei.
- Prizzon, ex‑polícia da Gendarmerie Nationale, está em prisão preventiva desde 26 de março no Estabelecimento Prisional da Guarda, indiciado por dois homicídios qualificados e profanação de cadáver.
- Além dos homicídios, é acusado de sequestro, violência doméstica contra a filha menor, falsificação de documentos e detenção ilegal de arma; foi detido pela GNR durante uma fiscalização rodoviária.
- A defesa das famílias das vítimas francesas argumenta que o julgamento deveria ocorrer em França; a França emitiu, em março, um mandado de detenção europeu, confirmado apenas esta semana pelo Ministério Público francês.
O Tribunal da Relação de Coimbra recusou a execução do mandado europeu para entregar o francês Cédric Prizzon, acusado de matar duas mulheres em Portugal. A decisão baseia-se em a haver um processo penal pendente em território nacional.
A informação foi confirmada pela Lusa, com o CSM a indicar que a recusa ocorreu por haver indícios de crime pendente em Portugal, o que inviabiliza a entrega. O mandado surge no âmbito de um caso de dupla vítima.
Prizzon, 42 anos, encontra-se desde 26 de março em prisão preventiva no Estabelecimento Prisional da Guarda. É acusado de homicídio qualificado contra Audrey Cavaillé e Angela Cadillac, profanação de cadáver, entre outros crimes.
O ex-polícia da Gendarmerie Nacional foi detido pela GNR de Mêda, numa fiscalização rodoviária, por falsificação de documentos e posse de arma ilegal. Os corpos foram encontrados num local isolado no distrito de Bragança.
Para a defesa, há quem sustente que o julgamento deveria ocorrer em França, dado que as vítimas são francesas e ele também é francês. A informação sobre o mandado europeu foi confirmada apenas esta semana pelo Ministério Público francês.
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