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Mulheres pioneiras do cinema em destaque na Cinemateca

Cinemateca lança ciclo que revisita as pioneiras do cinema português, de 1896 a 1963, com novas digitalizações e filmes fora da longa‑metragem de ficção

Arquivo da Cinemateca
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  • A Cinemateca Portuguesa inicia, a 11 de maio, em Lisboa, o ciclo “Pioneiras do cinema português”, com 18 sessões dedicadas a mulheres que trabalharam em Portugal desde o cinema mudo até aos anos sessenta.
  • Até 1963, apenas uma mulher realizou uma longa-metragem de ficção com estreia comercial atribuída: Bárbara Virgínia, com o filme Três dias sem Deus (1949).
  • O ciclo inclui formatos além da ficção longa, como filmes turísticos, documentários institucionais, encomendas e trabalhos científicos (etnográficos de Margot Dias, geográficos de Raquel Soeiro de Brito).
  • Destacam-se nomes e obras como Os olhos da alma (1923), de Roger Lion e Virgínia de Castro e Almeida, Amélia Borges Rodrigues, mais de 50 curtas paisagísticas, e Vera Wang Franco Nogueira, autora de filmes amadores da alta sociedade do Estado Novo.
  • A programação prevê a presença de Raquel Soeiro de Brito a 27 de maio para comentar alguns filmes, além de exibir documentários contemporâneos sobre estas cineastas, como Margot (2022) e Raquel Soeiro de Brito na Casa da Missão (2021).

A Cinemateca Portuguesa anuncia o ciclo Pioneiras do cinema português, com início a 11 de maio, em Lisboa. O programa reúne 18 sessões dedicadas a mulheres que participaram no cinema em Portugal, desde o cinema mudo até ao início do Novo Cinema.

O ciclo propõe explorar obras de diversas funções técnicas e artísticas, com foco em trajetórias que ficaram fora do eixo do cinema de ficção tradicional. A mostra abrange filmes entre 1896 e 1963, período que marca a afirmação de uma renovação de gerações no cinema nacional.

Ainda que o cinema português tenha registado poucas realizadoras creditadas até 1963, o ciclo evidencia outras formas de trabalho com a imagem em movimento, incluindo documentários, filmes institucionais e etnográficos. A iniciativa também incide em digitalizações e restauros.

Conteúdo e objetivos

Entre os exemplos, destacam-se as cineastas Teresa Olga, Margareta Mangs, Noémia Delgado, Solveig Nordlund, Ana Hatherly e Margarida Cordeiro, cujas obras integram a programação. Filmografia feminina é apresentada em formatos que vão além da longa-metragem de ficção.

O ciclo mostra filmes como Os olhos da alma (1923), de Roger Lion e Virgínia de Castro e Almeida, e evidencia ainda realizadoras associadas a atividades produtoras, montadoras e compositoras musicais, como Amélia Borges Rodrigues.

Participação e próximos passos

A 27 de maio está prevista a presença da geógrafa Raquel Soeiro de Brito, que completou cem anos, para comentar alguns dos seus filmes produzidos durante o campo de investigação. A programação inclui também documentários contemporâneos sobre estas trajetórias.

Além disso, a Cinemateca exibe filmes amadores de Vera Wang Franco Nogueira, oferecendo outra perspetiva sobre figuras políticas durante o Estado Novo. O ciclo inclui ainda obras mais recentes, como Margot (2022) e Raquel Soeiro de Brito na Casa da Missão (2021).

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