- Annie Baker apresenta uma nova peça, Os Antípodas, em que sete homens e duas mulheres trabalham numa writers’ room.
- Os guionistas estão à procura da monstrosidade perfeita para uma história, sob as ordens de um sénior.
- A peça sitúa-se numa província esquecida, mantendo o clima de labuta criativa entre os personagens.
- A história que procuram pode servir para uma série, filme, videojogo ou outra forma, sem que o objetivo esteja claro.
- É destacada a incerteza sobre o propósito da narrativa, possível produto do próprio processo criativo da autora.
Em Os Antípodas, Annie Baker leva a criação literária ao limite
Nesta peça da dramaturga, representada pela companhia Os Possessos no TBA, guionistas procuram a monstruosidade perfeita para uma história. O enredo coloca sete homens e duas mulheres numa writers’ room.
Os acontecimentos sucedem os modos anteriores da autora, onde as personagens ficam confinadas em cenários isolados, como um cinema pequeno, atrás de um café ou num bed & breakfast. Aqui, a equipa trabalha sob a supervisão de um sénior.
O objetivo da escrita não é claro, nem o meio que a história deverá tomar — pode ser uma série, filme ou videojogo. A incerteza acompanha o processo criativo, uma particularidade recorrente na obra de Baker. O que resulta desta dinâmica permanece sem definição.
Contexto de produção
A montagem de Os Antípodas propõe uma investigação sobre o que difere entre uma ideia de monstruosidade e a sua materialização. A encenação recorre a um grupo de guionistas para explorar esse conceito, em espaço de prova criativa.
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