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Júri da Bienal de Veneza demite-se em meio a polémica sobre Israel e Rússia

Júri internacional da Bienal de Veneza demite-se em protesto contra a presença de Israel e da Rússia; prémios passam a ser atribuídos pelo público

Pavilhão de Israel na Bienal de Veneza de 2024 encerrou no próprio dia da inauguração
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  • O júri internacional da 61.ª Bienal de Arte de Veneza demitiu-se na tarde de quinta-feira, com a presidência da curadora Solange Oliveira Farkas.
  • A demissão surge dias antes do início da bienal e está relacionada com a tensão em torno da presença de Israel e da Rússia e com a decisão de excluir do palmarés artistas de países acusados de crimes contra a humanidade.
  • A organização informou que os prémios passariam a ser atribuídos pelo público, incluindo o Leão de Ouro para a Melhor Participação Nacional, o Leão de Ouro para o Melhor Participante na Exposição Internacional In Minor Keys e o Leão de Prata para um jovem participante na exposição internacional.
  • Os visitantes com bilhete que tenham visitado os dois locais da Exposição entre 9 de maio e 22 de novembro podem votar nos Leões dos Visitantes, com verificação pelo sistema de bilhética. Cada portador de bilhete pode votar uma vez por prémio.
  • O Pavilhão da Rússia ficará aberto apenas na pré-inauguração (6 a 8 de maio) para profissionais e imprensa; durante o período oficial não estará aberto, enquanto o Pavilhão de Israel mantém o seu lugar, conforme atualização institucional.

O júri internacional da 61.ª Bienal de Arte de Veneza demitiu-se na tarde desta quinta-feira, dias antes da abertura oficial do evento. A decisão surge num contexto de tensão geopolítica em torno de Israel e da Rússia.

O júri foi presidido pela curadora brasileira Solange Oliveira Farkas e contou com cinco membros nomeados pela ex-curadora Koyo Kouoh. A demissão foi anunciada pouco após a publicação de uma declaração de intenções, em 22 de abril.

A organização informou que, por motivos de responsabilidade institucional, o júri decidiu não incluir na lista de prémios os países cujos líderes são acusados de crimes contra a humanidade pelo Tribunal Penal Internacional. Os nomes não foram indicados explicitamente na nota.

Premiação e formato de voto

A Bienal vai manter a cerimónia de entrega dos prémios no dia 22 de novembro, último dia de abertura ao público. O comunicado aponta que dois Leões dos Visitantes serão atribuídos pelo público, aos melhores participantes da Exposição Internacional *In Minor Keys* e à Melhor Participação Nacional.

Os visitantes elegíveis devem ter bilhete válido e ter visitado os dois locais da exposição entre 9 de maio e 22 de novembro. Cada portador pode votar uma vez por cada prémio, numa única sessão, com verificação de participação.

Implicações operacionais

Segundo a nota oficial, as Participações Nacionais continuam definidas pela lista oficial da exposição, assegurando tratamento igual a todos os participantes. A Bienal descreve o movimento como uma expressão de abertura, diálogo e liberdade artística, evitando exclusões.

O Pavilhão da Rússia estará aberto apenas para profissionais de arte e imprensa durante a pré-inauguração, de 6 a 8 de maio, e encerrado durante o período oficial da bienal. O Pavilhão de Israel mantém, por agora, a sua presença prevista para além desse perímetro.

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