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TBA e Aljube denunciam pressão por higienização da cultura em Lisboa

Debate em Lisboa revela tendência de higienizar a cultura e críticas à gestão municipal, após não recondução de Frazão e Rato nos cargos do TBA e do Aljube

Rita Rato, a moderadora Ana Estevães e Francisco Frazão no debate na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade de Lisboa
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  • Pela primeira vez desde a não-recondução de Francisco Frazão e Rita Rato aos cargos do Teatro do Bairro Alto e do Museu do Aljube, eles debateram publicamente o papel da cultura nas cidades.
  • O debate ocorreu na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade de Lisboa.
  • Francisco Frazão afirmou que os lugares de decisão artística são vistos cada vez mais como incómodo, especialmente em Lisboa, apontando também uma suposta falta de talento dos operadores.
  • Os dois discutiram o papel da cultura na construção das cidades e os seus próprios papéis, recentemente exonerados pela autarquia à frente do TBA e do Aljube.
  • Frazão descreveu a saída como um ato de “má gestão que quis provocar o máximo dano no mínimo tempo possível”.

Ao menos de um ano após a não-recondução de Francisco Frazão e Rita Rato nas direcções do Teatro do Bairro Alto (TBA) e do Museu do Aljube – Resistência e Liberdade, ambos participaram num debate público sobre o papel da cultura nas cidades. O encontro ocorreu na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (FCSH) da Universidade de Lisboa.

Durante a sessão, Frazão criticou a visão de que as decisões artísticas devem ser encaradas como incómodos para as cidades, apontando sinais de que Lisboa sofre com uma gestão que privilegia a higienização cultural. Rato acompanhou a análise, numa discussão em que também estiveram presentes a moderadora Ana Estevães e outros agentes culturais. O debate surge numa fase em que as entidades tiraram o timão das respectivas instituições.

Contexto e participantes

Frazão afirmou que, em Lisboa, há uma tendência de reduzir o espaço de decisão cultural a interesses de gestão, o que, segundo ele, pode prejudicar a diversidade programática. O tema da gestão dos espaços do TBA e do Aljube foi apresentado como exemplo de controvérsia recente na cidade. A conversa serviu para clarificar posições de ambos os intervenientes.

A organização do debate manteve o foco na função da cultura na construção urbana, sem aventar soluções específicas. O encontro, transformado em espaço de reflexão pública, procurou oferecer perspetivas sobre o futuro das instituições em Lisboa e a forma de contrariar pressões de corte de programação. O Público reportou o evento.

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