- O secretário da Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, voltou ao Congresso para uma audiência sobre o financiamento e as despesas da guerra com o Irão, que durou quase seis horas.
- Democratas, incluindo o deputado John Garamendi, disseram que o público tem sido enganado sobre os motivos do conflito e alertaram para o impacto da guerra nos preços da gasolina.
- O debate ressaltou mudanças na liderança militar, com Hegseth a defender a necessidade de uma nova liderança e a reagir às demissões do alto comando anunciadas recentemente.
- O Pentágono já tinha anunciado, este mês, a saída do secretário da Marinha, e Hegseth mencionou a passagem a uma cultura de “guerreira” no Pentágono, destacando várias mudanças na cadeia de comando.
- Entre medidas anunciadas, Hegseth apontou planos para aumentar salários dos militares e modernizar munições, além de autorizar 400 milhões de dólares em ajuda militar para a Ucrânia; o custo total da guerra já ultrapassa 25 mil milhões de dólares, segundo o Pentágono.
Pete Hegseth, secretário da Defesa dos EUA, voltou ao Congresso para uma sessão sobre o financiamento da intervenção no Médio Oriente, após o início do conflito. A audição ocorreu na véspera da primeira aparição do governante no Parlamento desde o início dos confrontos e durou quase seis horas.
Durante o plenário, os democratas questionaram a gestão da guerra, nomeadamente as razões estratégicas e o impacto económico para os cidadãos norte‑americanos, incluindo o sobreaquecimento dos preços da gasolina. A troca de argumentos incidiu sobre a transparência das motivações do conflito.
Entre os pontos discutidos estiveram a demissão de oficiais de topo e as mudanças na liderança do Pentágono. Hegseth justificou as alterações como parte de uma construção de cultura organizacional, dizendo que era necessário avançar com novas lideranças.
No decorrer da audiência, o secretário detalhou planos para aumentar salários de militares e modernizar munições, bem como a autorização de ajuda militar à Ucrânia no valor de 400 milhões de dólares, a partir de terça-feira. O montante total gasto com a guerra é apontado pelo Pentágono em 25 mil milhões de dólares, ainda sem aprovação parlamentar.
Os republicanos centraram-se nos aspetos orçamentais da força de defesa, enquanto alguns democratas questionaram a atuação do Governo junto aos aliados e as justificações para manter o conflito. Questionamentos também recaíram sobre eventuais contradições nas razões apresentadas para a continuidade da operação.
Hegseth rejeitou as críticas, atribuindo o escrutínio à retórica dos opositores e defendendo que a prioridade é evitar palavras imprudentes que possam comprometer a estratégia. A sessão manteve o tom de confronto, sem indicações de acordo imediato sobre o financiamento da guerra.
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