- Santander em Portugal registou maior risco no crédito, com o lucro do banco português a descer 10% no primeiro trimestre.
- O grupo Santander manteve lucro recorde no trimestre, enquanto o banco português ficou acima da tendência, com pior desempenho relativo.
- As imparidades de crédito aumentaram, explicando a queda de lucro, apesar do crédito continuar a subir.
- O crédito em Portugal voltou a disparar no trimestre, sustentado pela garantia do Estado aos jovens.
- O encerramento de balcões de atendimento mantém-se como parte da estratégia de redução de estruturas.
O Santander em Portugal registou um aumento do crédito na primeira metade do ano, impulsionado pela recuperação da procura. Contudo, o banco viu o lucro do grupo em Portugal cair 10% no mesmo período, face ao ano anterior. O resultado reflete um agravamento das imparidades sobre crédito já concedido.
De acordo com os dados do Grupo Santander, o desempenho global melhorou no conjunto do grupo, com lucros recordes no Reino Unido e no Brasil, enquanto Portugal contribuiu com um declínio no lucro por causa de maiores encargos com perdas previstas. A evolução do crédito em Portugal mantém-se em ascensão.
A instituição sublinha que o apoio estatal a jovens tem sido um fator relevante para manter a dinamização do crédito. Ainda assim, o aumento das imparidades explica, em parte, a desaceleração do lucro no país. O grupo prossegue com o encerramento de balcões como parte da reestruturação.
Crédito em Portugal e reestruturação
No saldo, o crédito continua a crescer, sustentado por políticas públicas. O banco não detalha números específicos de Portugal numa perspetiva trimestral, mas aponta para um cenário de maior risco associado ao crédito concedido anteriormente. O anúncio surge num contexto de ajustes operacionais no grupo.
O Santander Portugal reiterou que as mudanças de atuação visam melhorar a eficiência, mantendo o foco no apoio ao financiamento responsável. O relatório financeiro do grupo, divulgado hoje, confirma que o desempenho nestes três meses depende fortemente de fatores macroeconómicos e de políticas de garantia.
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