- O Ministério da Cultura de Itália enviou inspetores à Fundação da Bienal de Veneza para recolher informações sobre a reabertura do Pavilhão Russo na 61.ª Exposição Internacional de Arte, que começa a 9 de maio.
- Os inspectores seguem para Ca’ Giustinian, sede da Bienal, para analisar a gestão da edição de 2026 e as autorizações concedidas à Federação Russa para o pavilhão nos Giardini.
- O comissário europeu para a Cultura, Glenn Micallef, afirmou apoio à posição de não participação de Moscovo, sublinhando que a decisão é incompatível com a posição da União Europeia.
- A Bienal afirmou que não contornou sanções europeias e que as sanções foram rigorosamente aplicadas, referindo que houve negociações com a Rússia sobre procedimentos, incluindo vistos.
- O tema gerou controvérsia, com cortes de subvenções da UE à Bienal e a decisão do ministro da Cultura italiano de não participar na inauguração, defendendo que a Bienal não é palco de confrontos políticos.
O Ministério da Cultura de Itália enviou inspetores à Bienal de Veneza, na quarta-feira, para recolher informações sobre a reabertura do Pavilhão Russo na 61.ª Exposição Internacional de Arte, que começa a 9 de maio. Os técnicos dirigem‑se à Ca’ Giustinian, sede da Bienal, para avaliar a gestão da edição de 2026 e as autorizações concedidas à Federação Russa para organizar o pavilhão nos Giardini.
A ação surge num contexto de tensões nacionais e internacionais sobre a participação russa no evento. O objetivo é apurar procedimentos relativos às regras vigentes, aos vistos e à conformidade com sanções aplicáveis. O processo decorre num momento de controvérsia política na Itália e na UE sobre a presença de Moscovo.
A Bienal de Veneza reiterou que não houve contorno de sanções europeias e que todas as decisões respeitaram leis nacionais e internacionais. O organismo afirmou que, tal como com outros países, foram avaliadas a viabilidade dos projetos e a conformidade com as normas em vigor.
No âmbito da controvérsia, o júri internacional da Exposição já havia anunciado que não premiaria países cujos líderes estejam associados a Crimes contra a humanidade, o que exclui a Rússia. A Comissão Europeia também indicou intenção de cortar financiamento à Bienal, solicitando justificações para a participação russa.
A participação russa gerou divisões dentro da maioria italiana, levando o ministro da Cultura, Alessandro Giuli, a não marcar presença na inauguração da 61.ª Exposição como forma de protesto. A Bienal destacou que o processo de avaliação teve em conta todas as regras aplicáveis e os diálogos com Moscovo.
Para além das questões artísticas, deputados e responsáveis locais enfatizam que a Bienal deve manter um papel de espaço de paz e de democracia cultural, evitando o uso do evento como palco de disputas políticas. A presença russa envolve uma história de mais de um século nos Jardins da Bienal.
Entre na conversa da comunidade