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Investigadores descobrem método para medir o perfil de sabor do café

Investigadores da Universidade de Oregon medem o perfil de sabor do café com corrente elétrica, visando maior consistência das chávenas nas cafetarias

Máquina de café
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  • Investigadores da Universidade de Oregon desenvolveram um método para medir o perfil de sabor do café utilizando uma corrente eléctrica na chávena, adaptando um potenciostato.
  • O método, publicado na revista Nature Communications, identifica uma impressão digital química do café para quantificar o perfil de sabor.
  • A técnica pode ajudar as cafetarias a melhorar o controlo de qualidade, isolando fatores como torrefação e extracção para obter chávenas mais consistentes.
  • O método de referência atual baseia-se no índice de refracção, mas a nova abordagem acrescenta precisão ao descriminar o sabor para além da intensidade.
  • A equipa sustenta que, a curto prazo, a solução pode fazer a diferença na indústria do café, aproximando a experiência do gosto do cliente do nível molecular.

Investigadores da Universidade de Oregon, nos EUA, descobriram uma forma de medir o perfil de sabor do café passando uma corrente eléctrica pela chávena. O método foi publicado na revista Nature Communications.

A técnica utiliza um potenciostato, equipamento normalmente usado em electroquímica para testar baterias e células de combustível. A adaptação permite identificar uma impressão digital química do café.

Segundo os cientistas, dezenas de variáveis influenciam o sabor, incluindo temperatura da água, moagem e qualidade dos grãos. A nova medida visa aumentar a consistência entre chávenas.

A equipa sustenta que a leitura eléctrica oferece uma avaliação mais objetiva do que os métodos actuais, que se baseiam em refracção da luz. O objetivo é facilitar o controlo de qualidade nas cafetarias.

O estudo afirma que o sabor resulta da combinação entre intensidade e torrefação, conceito que a equipa designa como a “torra” do café. A ferramenta pode ajudar baristas a replicar perfis desejados.

Os autores destacam que a abordagem não visa criar uma chávena melhor, mas mais consistente com as preferências dos consumidores. O uso prático pode exigir ajustes específicos por local de serviço.

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