- Donald Trump afirmou que os EUA não têm “nenhum amigo mais próximo” do que os britânicos, durante a receção ao rei Carlos III na Casa Branca a 28 de abril de 2026.
- A declaração ocorre num contexto de tensões nas relações entre Washington e Londres, nomeadamente devido à guerra no Irão e à dificuldade de alinhamento com o primeiro-ministro Keir Starmer.
- Trump criticou Starmer, dizendo que “não é com Winston Churchill que estamos a lidar”, e manteve posição sobre tarifas ao Reino Unido.
- O rei Carlos III deverá dirigir-se ao Congresso dos EUA, num marco histórico desde 1991, durante uma visita de quatro dias para celebrar o 250º aniversário da independência norte-americana.
- A comitiva britânica incluiu a rainha consorte Camilla; Johnson participou em eventos públicos em Washington e a visita prevê paragens em Nova Iorque e na Virgínia.
O Presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que os EUA não têm “nenhum amigo mais próximo” do que os britânicos, numa cerimónia de receção ao Rei Carlos III na Casa Branca. A declaração ocorreu durante uma visita de quatro dias sujeita a tensões sobre a guerra no Irão.
O encontro no relvado sul da Casa Branca incluiu a Rainha Camila e a comitiva de Trump. O monarca cumprimentou membros da administração e participou numa interpretação do hino nacional junto do presidente, antes de seguir para uma reunião reservada na Sala Oval.
Carlos III deverá ser o primeiro monarca britânico a dirigir-se ao Congresso dos EUA desde Isabel II, em 1991, numa visita que celebra o 250º aniversário da independência dos EUA. A agenda inclui várias atividades públicas e encontros institucionais.
Relação entre EUA e Reino Unido
Trump criticou o primeiro-ministro britânico Keir Starmer, que tem resistido às propostas do presidente. O líder britânico foi alvo de críticas por não alinhar-se plenamente com a política de Washington, sobretudo no que toca à crise no Irão.
O Presidente também mencionou a possibilidade de aplicar tarifas adicionais ao Reino Unido, num contexto já conturbado por uma decisão do Supremo Tribunal que dificultou ações unilaterais. O debate inclui ainda questões sobre impostos digitais.
A visita de Carlos III ocorre num momento de atrito entre as relações transatlânticas, com sinais de recalibração entre Washington e Londres. O monarca permanece em solo norte-americano por quatro dias, com paragens em Nova Iorque e Virgínia.
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