- A mina a céu aberto de Syväjärvi, em Kaustinen, Finlândia, começa a funcionar, produzindo hidróxido de lítio para baterias.
- A Finlândia tornou-se o primeiro país da Europa a ter um ciclo completo de mineração-refinação de lítio, da mina à refinaria.
- O projeto de setecentos e oitenta e três milhões de euros é gerido pela Keliber Oy; a Sibanye-Stillwater detém oitenta por cento das ações e o Finnish Minerals Group os vinte por cento, com financiamento adicional de duzentos e cinquenta milhões de euros pelo Banco Europeu de Investimento.
- Prevê-se que a mina esteja totalmente operacional dentro de dois anos; a refinaria deverá produzir cerca de quinze mil toneladas de hidróxido de lítio por ano, correspondendo a aproximadamente dez por cento da procura europeia.
- A população local está dividida: a operação deve gerar emprego para cerca de trezentas pessoas; a refinaria já iniciou testes com água e planeia enviar os primeiros sacos ainda este ano.
A Finlândia tornou-se o primeiro país da Europa a completar o ciclo de produção de lítio, da mina à refinaria. O projeto, situado em Syväjärvi, Kaustinen, envolve extração, concentração e processamento para hidroxit de lítio. A operação começa a funcionar como unidade piloto e estrutural para a indústria europeia.
A mina a céu aberto de Syväjärvi deverá fornecer hidroxi de lítio para baterias, alimentando desde smartphones a veículos elétricos. A iniciativa insere a Finlândia entre os produtores-chave do recurso estratégico no continente.
O projeto, gerido pela Keliber Oy, tem um custo de 783 milhões de euros. A Sibanye-Stillwater detém 80% das ações, com 20% pertencentes ao Finnish Minerals Group. O Banco Europeu de Investimento apoiou com 150 milhões de euros.
Neal Froneman, CEO da Sibanye-Stillwater, descreveu a mina como pequena, mas estratégica e de grande importância tecnológica, marcando o primeiro grande investimento da empresa na Europa.
A construção abrange mais de 500 quilómetros quadrados e prevê seis novas áreas de extração na região, para além de Syväjärvi. O projeto integra a produção de mineral até ao produto final no mesmo raio geográfico.
Reação local e impactos
Na cidade de Kaustinen, com pouco mais de 4.000 habitantes, as posições são ambíguas. O emprego surge como vantagem, mas há preocupações ambientais associadas ao empreendimento, dizem residentes e autoridades locais.
Hannu Hautala, director da Keliber, prevê emprego de cerca de 300 pessoas na operação. O responsável técnico da refinaria, Sami Heikkinen, anunciou testes de água já em curso e a previsão de embalagens de hidroxi de lítio até final do ano, com o produto final descrito como cristais de açúcar branco.
A refinaria deverá, quando totalmente operacional, produzir aproximadamente 15 000 toneladas de hidroxi de lítio por ano. Este volume representará cerca de 10% da procura europeia, mantendo, no entanto, a procura asiática e chinesa ainda relevante.
Entre na conversa da comunidade