- A mortalidade em excesso neste inverno (até 8 de abril) foi de 4.685 óbitos, a mais alta nos últimos dez anos, excluindo a pandemia.
- O período de excesso de mortalidade durou nove semanas, com um excesso de 21% face ao esperado em Portugal continental.
- O excesso atingiu todas as regiões do continente, com duração variável conforme a região.
- Os grupos etários mais afetados foram 45–64 anos (excesso de 114 óbitos em duas semanas) e 85 anos ou mais (excesso de 2.805 óbitos em nove semanas).
- O documento associa o excesso à epidemia de gripe e aos períodos de frio extremo de dezembro de 2025 a janeiro de 2026, refletindo pressão nos serviços de saúde.
A mortalidade em excesso em Portugal neste inverno foi a mais alta dos últimos dez anos, excluindo a pandemia, com 4685 óbitos acima do esperado até 8 de abril. O relatório do Plano de Resposta Sazonal em Saúde documenta um excesso de 21%.
O período de excesso durou nove semanas e afetou todas as regiões de Portugal continental, embora a duração tenha variado entre elas. A gravidade não foi igual em todas as faixas etárias.
Entre os grupos mais atingidos estão os cidadãos entre os 45 e os 64 anos, com 114 óbitos acima do esperado em duas semanas, e os maiores de 85 anos, com 2805 óbitos em nove semanas.
A mortalidade esteve associada à epidemia de gripe e aos períodos de frio extremo ocorridos em dezembro de 2025 e janeiro de 2026, o que aumentou os riscos de doenças respiratórias, especialmente nos mais vulneráveis.
O pico da gripe aconteceu entre o Natal e a primeira semana de 2026, gerando grande pressão nos serviços de saúde. O INEM registou mais de cinco mil chamadas diárias, a Linha SNS 24 recebeu acima de 25 mil, e os serviços de urgência apontaram mais de dez mil episódios/dia.
Dados históricos indicam que, nos excessos de mortalidade por gripe, o outono/inverno de 2024/2025 teve 1609 óbitos acima do esperado, 2023/2024 registou 3624 e 2022/2023 teve 1959, com dois picos: 1423 e 536.
As épocas anteriores a 2021/2022 são influenciadas pela covid-19, o que torna comparações impróprias. A análise aponta para 2014/2015 como referência recente de mortalidade elevada, com 5491 óbitos, sendo 2015/2016 o último ano sem excesso.
O relatório destaca que o excesso de mortalidade resulta de um conjunto de fatores sobrepostos, incluindo doenças associadas ao envelhecimento, comorbilidades, aspetos sociais e pobreza energética devido a habitações mal aquecidas. Fonte: Plano de Resposta Sazonal em Saúde.
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