- Projecto Global é o primeiro filme português sobre as atividades revolucionárias das FP-25.
- O realizador Ivo M. Ferreira diz ao JN: “Perguntavam-me, por que raio vais acordar estes fantasmas?”
- A ficção estreia nesta quinta-feira nas salas de cinema.
- Em 1980, próximo de abrir a CEE, surgiu na sociedade portuguesa o grupo armado de extrema-esquerda FP-25, responsável por vários assaltos e homicídios.
- O enredo acompanha Rosa, mulher que se envolve com um membro do grupo, interpretada por Jani Zhao, companheira do realizador.
O filme Projeto Global é apresentado como a primeira produção portuguesa sobre as atividades revolucionárias das FP-25. O realizador Ivo M. Ferreira descreve a obra como livre e artística, sem intenção de cinema didático. A estreia está marcada para esta quinta-feira nos cinemas.
A narrativa acompanha Rosa, mulher que se envolve com um membro do grupo, interpretada por Jani Zhao, parceira do próprio realizador. O enredo foca-se na relação entre os acontecimentos históricos e as vidas privadas que neles se cruzam.
O contexto histórico remete a 1980, numa altura entre a aproximação à CEE e o Processo Revolucionário em Curso que se seguiu ao 25 de Abril. As FP-25 compuseram um conjunto de ações de esquerda radical durante esse período.
Contexto histórico
A produção situa-se num momento em que o país encara memórias de violência política. O cinema de Ivo M. Ferreira procura explorar essas memórias sem juízos de valor, através de uma narrativa ficcional centrada em pessoas comuns.
Sobre a montagem cinematográfica
A obra evita a didática e privilegia uma linguagem cinematográfica que, segundo o realizador, não pretende orientar o espectador, mas oferecer uma leitura centrada no sentir e no habitar desses tempos.
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