- A Câmara de Lisboa aprovou um protocolo para as próximas duas edições do Rock in Rio Lisboa, propondo a isenção de taxas municipais no valor total de 3,13 milhões de euros.
- As edições previstas são a 11.ª (este ano) e a 12.ª, em 2028, com as datas por definir, e ambas realizam-se no Parque Papa Francisco, junto ao Tejo-Trancão.
- A proposta, apresentada pela maioria PSD/CDS-PP/IL, foi aprovada com expressivo apoio e contaram com votos contra de Livre, BE e PCP, e abstenções de PS e Chega; ainda depende da aprovação da Assembleia Municipal de Lisboa.
- O protocolo realça impactos económicos, sociais e culturais positivos, incluindo criação de empregos e dinamização turística, com estudo da Nova School of Business and Economics a indicar um volume de negócios de 120 milhões de euros na economia portuguesa em 2024.
- As autoridades pretendem reforçar a cooperação para o desenvolvimento futuro do Parque Papa Francisco, mantendo a compatibilidade entre grandes eventos e a preservação do espaço verde.
A Câmara de Lisboa aprovou um protocolo para as próximas duas edições do Rock in Rio Lisboa, isentando a organização do pagamento de taxas municipais no valor estimado de 3,13 milhões de euros. A proposta foi apresentada pela maioria PSD/CDS-PP/IL e aprovada na reunião privada do executivo, com votos contra do LIVRE, BE e PCP, e abstenção de PS e Chega.
O protocolo estabelece que as 11.ª e 12.ª edições do festival se realizem no Parque do Papa Francisco, junto ao Tejo-Trancão, onde ocorreu a 10.ª edição em 2024. A 11.ª edição está agendada para este ano, nos dias 20, 21, 27 e 28 de junho, e a 12.ª para 2028, em datas a definir por acordo entre as partes.
A isenção de taxas municipais incide sobre ações de divulgação, licença de ruído especial e ocupação do espaço com estruturas, num montante estimado de 3,13 ME. O valor ainda precisa de aprovação da Assembleia Municipal de Lisboa.
Proposta e impactos
O texto do protocolo realça que o Rock in Rio Lisboa representa um ativo estratégico para a cidade, com impactos económicos, sociais e culturais considerados amplos. Alegam que o evento contribui para a criação de emprego, dinamização da economia local e estímulo ao turismo, fortalecendo o posicionamento internacional de Lisboa.
Um estudo da Nova School of Business & Economics, relativo à edição de 2024, indica que o evento gerou um volume de negócios de 120 milhões de euros na economia portuguesa, com cerca de 80% do público vindo de fora de Lisboa. O protocolo pretende ainda manter a cooperação entre a Câmara e a organização para o desenvolvimento do Parque Papa Francisco, assegurando a preservação ambiental do espaço.
Vozes da oposição manifestaram críticas à proposta. O LIVRE argumenta que o modelo é desequilibrado e aumenta desigualdades entre grandes operadores globais e promotores menores, sugerindo isenções menores e maior mobilidade suave. O BE criticou o montante, destacando o contraste com outros custos municipais. O PS afirmou a necessidade de aprofundar contrapartidas do apoio público.
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