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Bruxelas aprova preliminarmente empréstimo de 90 mil milhões à Ucrânia

A União Europeia concede aprovação preliminar de um empréstimo de 90 mil milhões de euros a Ucrânia, após a reabertura do oleoduto Druzhba e fim do veto húngaro

Viktor Orbán foi um dos principais opositores do apoio da UE à Ucrânia
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  • A União Europeia aprovou preliminarmente um empréstimo de 90 mil milhões de euros para a Ucrânia, após a Hungria levantar o veto.
  • A decisão foi anunciada pela Presidência cipriota do Conselho da UE, ainda que o processo siga numa fase inicial e dependa da cimeira europeia no Chipre no final desta semana.
  • A reabertura do oleoduto Druzhba, que permite o fluxo de petróleo russo para a Hungria através da Ucrânia, foi apresentada como condição satisfeita pelo primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán.
  • O fluxo de petróleo pelo Druzhba tinha estado inactivo desde o final de janeiro, devido a danos causados por bombardeamentos russos.
  • Apesar da retoma, a Hungria mantém acusações de que a Ucrânia estaria a impedir a normalização do fluxo, o que tinha levado a bloquear o empréstimo.

A União Europeia aprovou, em princípio, um empréstimo de 90 mil milhões de euros para a Ucrânia, segundo a presidência cipriota do Conselho da UE. A decisão encerra meses de impasse causado pelo veto da Hungria.

A reabertura do oleoduto Druzhba, que permite o fluxo de petróleo russo para a Hungria através da Ucrânia, satisfez as exigências do primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán. O governo de Hungria tinha condicionado o apoio ao empréstimo a esta reparação.

O empréstimo permanece numa fase inicial de aprovação e deverá ficar concluído durante a cimeira do Conselho Europeu no Chipre, no final desta semana. Orbán já sinalizou, em semanas anteriores, a possibilidade de levantar o veto.

Druzhba reaberto e impacto no financiamento

As empresas energéticas MOL (Hungria) e JSC (Ucrânia) confirmaram a retoma do fluxo de petróleo pelo Druzhba durante a reunião de embaixadores. A MOL indicou que os primeiros fornecimentos podem chegar à Hungria e à Eslováquia já amanhã.

O oleoduto esteve inactivo desde o fim de Janeiro, após danos causados por bombardeamentos russos. O governo húngaro tem sido um crítico da política de Kiev e acusou a Ucrânia de obstruir a retomada do fluxo, o que motivou o veto inicial ao empréstimo.

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