- A União Europeia deverá aprovar nas próximas 24 horas o empréstimo de 90 mil milhões de euros à Ucrânia, desbloqueado após a mudança de governo na Hungria.
- A Alta Representante da UE destacou que os ministros também defendem avançar rapidamente com o 20.º pacote de sanções à Rússia e revisar medidas como a adesão da Ucrânia e o Mecanismo Europeu de Apoio à Paz.
- Será apresentada uma alteração ao Quadro Financeiro Plurianual para permitir que o orçamento comunitário sirva de garantia à dívida, com o voto dos embaixadores dos 27 no Conselho da UE.
- O avanço ocorre após a reviravolta política na Hungria, com a substituição de Viktor Orbán pelo novo governo liderado por Péter Magyar.
- Kaja Kallas criticou a decisão de incluir a Rússia na Bienal de Veneza e avisou que a UE pode cortar financiamento, ao passo que Zelensky anunciou a conclusão da reparação do oleoduto Druzhba.
A União Europeia pode aprovar nas próximas 24 horas o empréstimo de 90 mil milhões de euros a Kiev, após o desbloqueio pela Hungria. A afirmação foi feita pela chefe da diplomacia da UE, Kaja Kallas, em Luxemburgo, durante uma reunião de ministros dos Negócios Estrangeiros. A decisão ocorre num contexto de pressão para avançar com sanções à Rússia.
Kallas explicou que, apesar de o crédito ter estado bloqueado, há um novo impulso político na Hungria após as eleições, o que pode abrir caminho ao desembolso. A functionária indicou que os ministros concordaram em avançar rapidamente com o 20.º pacote de sanções contra Moscovo.
Avanço nas decisões e próximos passos
Os ministros apelaram a revisitar decisões antigas, incluindo a abertura dos capítulos de adesão da Ucrânia e o Mecanismo Europeu de Apoio à Paz. A UE deve também acelerar propostas para restringir a entrada de antigos militares russos no espaço europeu até junho.
Kallas criticou a Bienal de Veneza pela reabertura à participação russa, dizendo que é uma decisão moralmente incorreta num momento em que Moscovo destrói património cultural ucraniano. A UE sinalizou possível corte de financiamento ao evento.
Contexto político e condições para o empréstimo
A presidência do Conselho da UE, sob Chipre, pretende aprovar o último passo para o empréstimo, com a alteração ao Quadro Financeiro Plurianual já aprovada. A Comissão poderá usar o orçamento comunitário como garantia da dívida comum.
A mudança decorre após a mudança política na Hungria, com a derrota do governo de Viktor Orbán e a ascensão de Péter Magyar. O empréstimo depende, entre outros fatores, da recuperação do oleoduto Druzhba, já concluída, segundo Zelensky.
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