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Reforço de reservas de gás cobre uma semana; Governo avalia tarifas

O reforço da capacidade de armazenamento de gás acrescentaria uma semana à reserva estratégica, mas o Governo avalia o impacto tarifário antes de avançar

Jean Barroca
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  • O reforço da capacidade de armazenamento subterrâneo de gás no Carriço, em Pombal, poderia acrescentar uma semana à reserva estratégica de Portugal, sujeito a avaliação do impacto nas tarifas.
  • O investimento estimado é de cerca de 90 milhões de euros, com aumento de capacidade superior a 1,2 TWh, previsto para entrar em operação entre 2027 e 2028.
  • A decisão depende do investimento final, licenciamento e aprovação do concedente, o Estado, conforme o Plano de Desenvolvimento e Investimento da Rede de Gás 2026-2035.
  • Portugal apresenta hoje cerca de 30 dias de reserva face ao consumo anual; o projeto é visto como relevante, mas com impacto tarifário potencialmente significativo.
  • O secretário de Estado destacou o papel duplo do gás na economia e na estabilidade do sistema elétrico, além de mencionar o biometano como vetor importante para a descarbonização, com prudência e faseamento para hidro genio.

O reforço da capacidade de armazenamento de gás em Portugal, no Carriço (Concelho de Pombal), criaria mais uma semana de reserva estratégica. A afirmação foi feita pelo secretário de Estado da Energia, nesta terça-feira, em sessão na comissão de Ambiente e Energia. A decisão depende de avaliação do impacto tarifário.

Barroca explicou que o investimento é considerável e pode traduzir-se num custo tarifário significativo. O objetivo é agir de forma consciente, numa altura de crise energética ligada à guerra na Ucrânia e a restrições logísticas no Médio Oriente.

O projeto, anunciado em 2022 pelo então secretário de Estado João Galamba, prevê duas cavernas subterrâneas com +1,2 TWh de capacidade e um investimento de cerca de 90 milhões de euros, segundo o PDIRG 2026-2035. A entrada em operação seria faseada entre 2027 e 2028.

Contexto energético

O plano depende da decisão final de investimento, licenciamento e definição de objetivos pelo concedente, o Estado. O Governo sublinha a importância do gás para setores industriais difíceis de descarbonizar e para a estabilidade do sistema elétrico.

Portugal é apontado como um dos países com maior percentagem de reservas na Europa, embora tenha atualmente aproximadamente 30 dias de armazenamento face ao consumo anual. O projeto manteria o Carriço como peça-chave da estratégia de segurança energética.

Além do armazenamento, o secretário de Estado apontou a necessidade de avaliar investimentos complementares com prudência. O biometano é visto como vetor relevante para descarbonização, enquanto o hidrogênio exige maior maturidade tecnológica e cautela orçamental.

Perspetivas e decisão

Barroca reiterou o uso de muita prudência e faseamento nos investimentos energéticos, dada a repercussão tarifária. A prioridade é manter a competitividade da energia para famílias e empresas.

O Governo defende que o gás continua a cumprir um papel duplo no sistema: respaldo ao setor industrial e estabilidade da rede elétrica, com objetivos de substituição gradual por soluções de armazenamento.

No âmbito das opções de descarbonização, o Executivo salientou que soluções com menor impacto tarifário devem receber avaliação contínua, mantendo o foco na eficiência económica e na segurança energética.

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