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Militares acusados de violar segredo de Estado começam a ser julgados

Julgamento de dois sargentos e um cabo da Marinha por violar segredo de Estado, no caso Mondego, começa hoje, com penas até oito anos, em Lisboa

Navio NRP Mondego
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  • O julgamento de dois sargentos e um cabo da Marinha por violação de segredo de Estado começa nesta quarta-feira, às 9h30, no Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa.
  • Os arguidos são acusados pelo Ministério Público de terem divulgado informações confidenciais sobre más condições técnicas do navio-patrulha NRP Mondego, em março de 2023.
  • A acusação sustenta que sabiam que a missão e as limitações operacionais não podiam ser divulgadas, classificando o comportamento como imponderado e descuidado.
  • A defesa contestou a acusação, afirmando ter enviado apenas um documento a duas associações profissionais militares e que não há prova de divulgação à comunicação social; o juiz manteve o processo para julgamento.
  • Paralelamente, decorre outro processo com treze arguidos por insubordinação, por se recusarem a embarcar para vigiar um navio russo na Madeira, alegando más condições de segurança.

O julgamento de dois sargentos e um cabo da Marinha por violação de segredo de Estado começa esta quarta-feira, às 9h30, no Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa. O caso envolve o navio-patrulha NRP Mondego e pode levar a penas de até oito anos de prisão.

Segundo a acusação do Ministério Público (MP), os arguidos teriam divulgado informação confidencial sobre as más condições técnicas do Mondego, em março de 2023, cientes da reserva desses dados. O MP sustenta que sabiam que a missão e as «limitações operacionais» do navio não deviam ser tornadas públicas.

O MP apontava ainda para o crime de cobardia, que foi retirado na fase de instrução. Os arguidos contestaram, dizendo ter apenas enviado um documento a duas associações profissionais militares e que não há prova de divulgação à comunicação social. Alegam que o documento pode ser confidencial, mas não foi formalmente classificado como segredo de Estado.

O juiz rejeitou a contestação, entendendo haver indícios suficientes do crime para prosseguir com o julgamento. A fase processual seguirá no âmbito do tribunal lisboeta.

Processo paralelo

Paralelamente decorre outro processo, com treze arguidos acusados de insubordinação por desobediência. O grupo é acusado de terem recusado embarcar para vigiar um navio russo na Madeira, alegando falta de condições de segurança e avarias.

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