- A ponte de Avignon foi construída pela primeira vez entre 1177 e 1185, assegurada por um pedido divino ao jovem pastor Bénézet, que lançou a primeira pedra no rio Ródano.
- A construção inicial em madeira degradou-se com as cheias e desmoronou em 1226, durante a cruzada Albigense, com o rei Luís VIII cercando Avignon.
- A partir de 1234 ergueu-se uma nova ponte em pedra, com vinte e dois arcos, extensão de cerca de 900 metros e altura de 4,9 metros.
- A ponte foi usada até meados do século XVII, quando foi abandonada por risco de derrocada; restaram quatro arcos, a capela de São Nicolau e a portagem.
- Em 1674, o corpo e as relíquias de Saint Bénézet foram trasladados para a igreja dos Celestinos; desde 1995 é Património Mundial da UNESCO, sendo visível a partir do Rocher des Doms.
A ponte de Avignon, sobre o ribeiro Ródano, nasceu de um pedido que misturou fé e engenharia. Em 1177, um jovem pastor de 14 anos, Bénézet, afirma ter recebido ordem divina para construir a travessia rumo ao Mediterrâneo. O bispo de Avignon aprovou, apesar do ceticismo inicial, e a construção começou com uma pedra lançada ao rio como primeiro marco.
A primeira ponte era de madeira e destinava-se a reduzir as travessias perigosas. Entre 1177 e 1185, a estrutura foi erguida, mas o endurecer das cheias levou ao colapso em 1226, durante a cruzada Albigense, com o rei Luís VIII cercando Avignon. A construção consagrou-se como uma tentativa falhada de durabilidade imediata.
Da pedra à travessia permanente
Em 1234 iniciou-se uma nova ponte, com 22 arcos de pedra e 900 metros de extensão, mantendo apenas 4,9 metros de altura. A ponte Bénézet manteve-se em uso até meados do século XVII, quando as cheias comprometeram novamente a estrutura, levando ao abandono. Restaram quatro arcos, a capela de São Nicolau e a portagem.
Em 1674, as relíquias de Saint Bénézet foram transferidas para a igreja dos Celestinos, em Avignon. O local pode ser visto a partir do Rocher des Doms, onde a paisagem revela a ponte que, ao longo dos séculos, permaneceu incompleta. Desde 1995 é Património Mundial da UNESCO e continua a atrair visitantes.
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