- A exposição Arte & Moda na Gulbenkian junta 140 peças de alta-costura com 100 obras da Coleção Gulbenkian, em diálogo com 150 anos de história da moda.
- O curador Eloy Martínez de la Pera Celada, que trabalhou quatro anos na mostra, descreve-a como única ao colocar obras de Rembrandt junto de criações de Thierry Mugler, Christian Lacroix ou Alexander McQueen.
- A mostra ocupa o átrio da fundação e abriu neste sábado, enquanto o museu esteve temporariamente fechado para obras.
- A criadora chinesa Guo Pei cedeu seis peças do seu acervo, sendo a primeira vez que ficam na Europa.
- O conjunto inclui criações de nomes como Saint Laurent, Givenchy e McQueen, apresentadas em diálogo com obras de arte de várias épocas.
A exposição Arte & Moda abriu no átrio da Gulbenkian, reunindo 140 peças de alta-costura e 100 obras do museu. A inauguração ocorreu este sábado, em plena abertura ao público, apesar do museu estar em obras.
O curador Eloy Martínez de la Pera Celada conduziu a visita, destacando que a mostra parte da Coleção Gulbenkian para dialogar com 150 anos de história da moda. A ideia é unir Rembrandt a criações de Mugler, Lacroix e McQueen no mesmo espaço.
A montagem privilegia um percurso claro e direto, com valetado entre peças históricas e designers contemporâneos, em diálogo com quadros, cerâmicas e esculturas. A curadoria busca revelar continuidades estéticas entre épocas distintas.
Destaques e contribuições internacionais
A criadora chinesa Guo Pei cedeu seis peças, uma presença que marca a estreia na Europa de peças do seu acervo. Entre os objetos, surgem pares inusitados: vestidos de McQueen com retratos de Barroco, e peças Saint Laurent em confronto com obras do século XIX.
Entre as peças expostas, destacam-se vestidos de Lacroix, Givenchy e Alexander McQueen, além de outras peças históricas, que junto a obras de Burne-Jones, Hoppner e Vittore Carpaccio reforçam o diálogo entre moda e arte.
A exposição permanece com foco na união entre o figurino de alta-costura e obras clássicas, enfatizando a beleza como ponto central de reflexão, conforme explica o curador após quatro anos de preparação.
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