- Emmanuel Macron e Keir Starmer saudaram o anúncio do Irão e dos Estados Unidos sobre a reabertura do estreito de Ormuz, defendendo que a medida deve tornar-se permanente.
- França e Reino Unido mantêm a intenção de liderar uma missão multinacional para salvaguardar a navegação, assim que as condições o permitirem, com um encontro militar agendado para a próxima semana.
- A reunião em Paris contou com representantes de cerca de cinquenta países, numa tentativa de atenuar o impacto económico do conflito, já que o estreito controla uma parcela relevante do petróleo mundial.
- Os Estados Unidos não participaram na reunião; Donald Trump afirmou que o bloqueio aos navios iranianos permanece até a transação com o Irão estar 100% concluída.
- O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão disse que a passagem permanecerá aberta durante o cessar-fogo de dez dias no Líbano, e o presidente francês sublinhou que a missão seria estritamente defensiva.
Em Paris, Emmanuel Macron e Keir Starmer saudaram o anúncio do Irão e dos Estados Unidos sobre a reabertura do estreito de Ormuz, considerando que a passagem deve tornar-se permanente. A notícia foi recebida como um passo para assegurar a navegação livre na via estratégica.
Os dois líderes sublinharam que França e Reino Unido estão dispostos a liderar uma missão multinacional para salvaguardar o trânsito marítimo assim que as condições o permitirem. Também avançaram que haverá um encontro na próxima semana para debater planos militares.
A reunião em Paris reuniu representantes de cerca de 50 países e organizações internacionais, com presença de mais de 30 chefes de Estado e de Governo. O objetivo é atenuar impactos económicos de um conflito na região.
A iniciativa, designada Iniciativa de Liberdade de Navegação Marítima do Estreito de Ormuz, não contou com a participação dos Estados Unidos nesta sessão. Washington não integrou o grupo formalmente presente.
O anúncio da reabertura foi feito após contactos entre Teerão e Washington. Observadores destacam que o estreito continua a ser vital para o fornecimento global de crude e para a estabilidade regional.
Na conjuntura, o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano afirmou através das redes sociais que a passagem de navios comerciais se manteria aberta durante o cessar-fogo de 10 dias no Líbano. A mensagem incidiu sobre a continuidade do tráfego.
Paralelamente, o presidente dos Estados Unidos confirmou, por via pública, que o bloqueio aos navios e portos iranianos permanece, até que haja conclusão de um acordo com o Irão. A posição norte-americana não esteve presente na reunião.
O encontro em Paris, orientado para a redução de riscos, manteve o enfoque defensivo da missão proposta pela França, visando apenas países não beligerantes e aguardando condições de segurança mais estáveis para implementação.
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