- O Irão reabriu o estreito de Ormuz para navios comerciais, alegando que, devido ao cessar-fogo no Líbano, a passagem está aberta em rotas designadas; navios militares continuam proibidos.
- O presidente dos EUA, Donald Trump, saudou a decisão, destacou que o bloqueio naval aos portos iranianos permanece e afirmou sem confirmação de Teerã que o Irão pode retirar minas; prometeu que nunca mais fechará o estreito.
- Líderes europeus de França, Reino Unido, Alemanha e Itália reuniram-se em Paris para discutir a situação e anunciaram uma missão multinacional para garantir a liberdade de navegação assim que as condições permitirem.
- No Líbano, são quase deux 2300 mortos em ataques israelitas desde 2 de março, com o número oficial a chegar a 2.294, incluindo 177 crianças e 100 trabalhadores da saúde.
- O chefe da diplomacia portuguesa, Paulo Rangel, disse que a trégua ajuda a estabilizar o país e facilita negociações entre Irão, Israel e EUA.
O Irão anunciou a reabertura do estreito de Ormuz para navios comerciais, em resposta ao cessar-fogo no Líbano. Os EUA mantêm o bloqueio naval aos portos iranianos e não confirmam uma desobstrução total. O anúncio ocorreu na sexta-feira, com Teerão a defender que a passagem pode ocorrer apenas em rotas designadas.
Segundo o governo iraniano, a passagem de embarcações civis ficará livre durante o período de cessar-fogo, desde que sigam rotas previamente autorizadas pela Organização dos Portos e Assuntos Marítimos do Irão. A passagem de navios militares continua proibida, indicou a televisão estatal.
Trump reagiu com agradecimentos à decisão iraniana, mas reiterou que o bloqueio naval permanece em vigor para o Irão até ao fim das negociações. O Presidente dos EUA afirmou que as minas marítimas estão a ser removidas e criticou a NATO, sem que Teerão tenha confirmado essas alegações.
Europeus à margem
Líderes de França, Reino Unido, Alemanha e Itália reuniram-se em Paris para avaliar a situação. O grupo anunciou uma missão multinacional destinada a garantir a liberdade de navegação no estreito assim que as condições o permitirem.
Cessar-fogo no Líbano
Quase 2300 mortos é o saldo apontado por Beirute, incluindo 177 crianças e 100 profissionais da saúde, desde 2 de março, em ataques israelitas. Entidades ocidentais enfatizam a necessidade de uma solução estável na região.
Benjamin Netanyahu afirmou que Israel não terminou o trabalho no Líbano, após o início da trégua. Trump sustentou que Israel está proibido de bombardear o país e que os EUA vão gerir o Hezbollah separadamente das negociações com o Irão.
Paulo Rangel, chefe da diplomacia portuguesa, visitou Beirute e disse que a trégua pode estabilizar o país e facilitar negociações entre Irão, Israel e EUA. As declarações agregam ao debate sobre o equilíbrio regional em torno do conflito.
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